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Há 21 novos autocarros da STCP a circular de forma mais ecológica

Apanhando boleia do objetivo da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) em descarbonizar a sua operação, já estão na rua 21 novos veículos movidos a gás natural comprimido. O objetivo é, até outubro, trazer mais 60 autocarros alimentados por este combustível para a sua frota, e outras cinco viaturas 100% elétricas. Isto permitirá atingir a marca dos 274 autocarros “verdes”.

Os novos veículos já em circulação fazem parte de um lote de 86 adquiridas ao abrigo do II aviso do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos – POSEUR. A STCP pretende com a operação “substituir viaturas em fim de vida, bem como prestar um serviço mais eficiente em termos económicos e ambientais, e reduzir significativamente as emissões de carbono”, afirma em comunicado.

A maior parte dos novos autocarros vão ter, ainda, o piso totalmente rebaixado, enquanto as viaturas elétricas, a chegar também em outubro, apresentarão uma autonomia para 350 quilómetros. Recorde-se que, no início do ano, a STCP anunciava a contratação de 5.000 MWh (megawatts por hora) de energia renovável, com Garantias de Origem 100% Renováveis, à espanhola Acciona para o abastecimento da sua frota.

Numa operação de renovação iniciada em 2018 e que deve terminar no final deste ano, a empresa de transportes exclusiva da cidade do Porto e que serve mais cinco municípios da Área Metropolitana do Porto conta ter em circulação 420 autocarros: 79% a gás natural comprimido, 5% a eletricidade e 16% a diesel.

Aquando do I aviso do POSEUR, a STCP já havia adquirido 188 viaturas mais ecológicas, além de ter instalado carregamento para veículos elétricos e novos postos de abastecimento de gás. “O posto de abastecimento a gás da Estação de Recolha da Via Norte – recentemente aberto ao público – é a maior estação de L-CNG da Europa, em termos de capacidade”, lembra a operadora.

Em 2020, a empresa, que, desde 1 de janeiro, é detida e gerida pelos municípios do Porto, Gondomar, Maia, Matosinhos, Valongo e Vila Nova de Gaia, já conseguiu “reduzir significativamente as emissões de CO2 dos seus veículos”. São menos duas mil toneladas relativamente ao ano anterior. Para a empresa, “a substituição de viaturas antigas por novas a gás natural e elétricas e um menor consumo de combustível, graças à diminuição do trânsito, tiveram um papel determinante na obtenção destes valores”.

Adicionalmente à eficiência na circulação, a eletricidade proveniente apenas de fontes renováveis utilizada também nas instalações da empresa terá “evitado a emissão de 1.125 toneladas de CO2 no ano passado”.

 

Texto: Porto. / Etc e Tal jornal

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

01mai21

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