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Marinheiro natural de Ramalde comanda navio da Marinha

O primeiro-tenente Tiago Lopes Monteiro, nascido em Ramalde, concelho do Porto, a 16 de setembro de 1986, é o atual comandante do navio da Marinha NRP Mondego.

O oficial iniciou a sua carreira na Escola Naval, em outubro de 2004, concluindo, em setembro de 2010, o mestrado em Ciências Militares Navais. O atual comandante do navio patrulha costeiro “Mondego” conta, como escolheu a carreira: “O meu pai já era militar na Marinha, o que fez com que na minha adolescência eu tivesse um contacto mais próximo, assim como também, por na altura, estudar no Colégio Militar. Portanto, quando decido enveredar pela carreira militar, escolhi a Marinha”.

Começou, por exercer as funções na área da gestão do pessoal a bordo da fragata NRP Corte Real, tendo sido promovido a guarda-marinha e participado na operação Atalanta em 2012, entre outros exercícios nacionais e internacionais. O seu percurso prosseguiu com a especialização em artilharia em tenso seguidamente desempenhado o cargo de adjunto do chefe de serviço de operações de superfície e antiaéreas a bordo da fragata Álvares Cabral, onde teve oportunidade de participar na operação DJARFOGO, no Operational Sea Training (OST) com a Marinha inglesa, na missão SNMG1 2016 e nos exercícios JOINT WARRIOR 15, e CONTEX-PHIBEX 15.

Entre fevereiro de 2017 e março de 2018, tornou-se ajudante de campo do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA). Foi, também, chefe de serviço de operações de superfície e antiaéreas a bordo do NRP D. Francisco de Almeida, onde se destaca a participação no exigente treino OST em 2019, na Inglaterra, uma vez mais, e na missão da NATO, SNMG1 2019 e em diversos outros exercícios.

A sua trajetória não fica por aqui e, promovido ao atual posto de primeiro-tenente a 1 de outubro de 2016, exerce as funções de comandante do NRP Mondego desde 17 de Fevereiro de 2020.

No decorrer da entrevista referiu como maior desafio neste cargo, ter de gerir o grupo de pessoas que se encontra à sua responsabilidade, mais concretamente, o facto de cada pessoa ter a sua personalidade e de sentir a necessidade de se adaptar ao grupo para que tudo aquilo que pretende transmitir seja bem recebido e interpretado, assim como as exigências que faz serem adaptadas a cada indivíduo, acrescenta ainda que obviamente que a progressão na carreira é um objetivo e não me vejo a fazer outra coisa fora da marinha”.

As várias missões no mar acarretam a conhecida a saudade. O afastamento da família é constante durante as grandes missões mas que, consequentemente, o reencontro com as pessoas que mais gosta traz uma alegria imensa. As visitas à família que tem no Porto acontecem por isso menos vezes do que as que desejava mas sempre com a terra natal e as raízes no pensamento. Atualmente com o navio em missão na Madeira, o Tenente Lopes Monteiro termina por descrever o seu trabalho como compensador, alegre e, sem sombra de dúvidas, desafiante, especificando “Eu gosto muito daquilo que faço!”.

 

Texto e fotos: Marinha – RP / Etc e Tal jornal

 

01mai21

 

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