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O Regresso às Aulas Presenciais

Ricardo Guerra

 

Foi com imenso alívio que encarei a notícia de que o ensino superior iria, no dia 19 de abril, regressar às aulas presenciais. Apesar do conforto que as aulas online conferem, sentia a saudade do contacto presencial com outras pessoas — logo eu, que sempre fui uma pessoa muito introvertida. Necessitava com urgência de ver e interagir com os meus colegas e professores na vida real, sentir o ar puro e fresco no rosto (embora parcialmente coberto pela máscara) e o sentimento peculiar e indescritível de ter uma aula como, desde tempos imemoriais, elas são lecionadas.

Após tanto tempo presos em aulas online, são notórios (e saborosos) os frutos da liberdade. Sentia-se no ar a felicidade de nos encontrarmos todos de regresso, a boa disposição dos professores era contagiante e os níveis de concentração e produtividade eram mais elevados. Muitas vezes pensamos no conceito de “aprendizagem” como uma transmissão de conhecimentos individual do professor para o aluno; no entanto, o retorno ao regime presencial denota a importância do fator “turma” na educação. É a pluralidade de vivências que permite e enriquece o debate, que preconiza a partilha de diferentes pontos de vista e experiências.

Passo a passo, recuperamos a experiência académica que nos foi roubada, de forma tão abrupta. E a tão portuguesa “saudade” — que é, hoje em dia, a palavra de ordem — é curada com pequenos gestos. As mais pequenas coisas — como ir almoçar com amigos, passear no redor da faculdade ou, até estudar na biblioteca — são pequenos nadas que se tornam tudo, quando o que temos é mesmo nada. No regime presencial há sorrisos e planos de futuro e os muros que o vírus nos impôs são, a pouco e pouco, quebrados — esperamos nós, de uma vez por todas. E não sabemos como tudo vai ser no futuro, mas já ninguém nos pode retirar estas memórias tão valiosas em tempos de pandemia…!!!

 

 

Foto: pesquisa Web

 

01mai21

 

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