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Plantação de palmeiras no Passeio Alegre devolve esplendor à Foz do Douro

O Município do Porto levou a cabo, recentemente, a plantação de palmeiras no Jardim do Passeio Alegre e na Avenida de D. Carlos I, em substituição das que tiveram de ser irremediavelmente removidas no passado mês de dezembro, devido ao ataque do escaravelho da palmeira.

As phoenix canariensis, ex-libris do Passeio Alegre, perfilam-se agora em maior número. Até à próxima segunda-feira, são plantadas um total de oito jovens palmeiras, que vêm vingar a morte das outras companheiras, vítimas do mais temível membro do clã dos escarabeídeos.

Detentor de um considerável e valioso acervo de palmeiras suscetíveis a esta praga, que de resto tem atingido várias cidades nacionais e europeias, o Município do Porto tem vindo a combater este flagelo, que não poupou os exemplares que se alinham no lugar em que o Douro abraça o Atlântico. Parte integrante de uma das mais apelativas imagens da cidade, estas palmeiras estão inclusive classificadas como de Interesse Especial.

Da consciência de tal valor e interesse de preservação, o Município delimitou aí uma área de risco, sobre a qual assumiu a implementação de um processo de prevenção e controlo, relativamente a eventuais sinais e sintomas do Rhynchophorus ferrugineus, nome científico do escaravelho-vermelho.

Na verdade, a Câmara do Porto tem há vários anos ativo um programa de prevenção e controlo em relação à praga do escaravelho da palmeira, aplicado nestas e noutras palmeiras da cidade. A luta biológica é permanente e as armas de combate utilizadas combinam produtos naturais orgânicos, biodegradáveis, não tóxicos e não contaminantes.

O investimento municipal é considerável, mas essencial à preservação de um património que se deseja “longevo e seguro”, assinala a autarquia. Ainda assim, há exemplares que sucumbem. Aconteceu no Passeio Alegre, mas também já no ano passado tinha chegado à Praça dos Leões  (Praça de Gomes Teixeira), onde foi plantada uma nova palmeira depois do ataque do escaravelho.

Esta ação insere-se na importante manutenção do arvoredo municipal, com especial destaque, neste caso, para a preservação dos alinhamentos arbóreos classificados da cidade. Aliás, recentemente, vieram ao Porto especialistas internacionais avaliar o estado de saúde de inúmeras árvores classificadas.

A área de plantação no Jardim do Passeio Alegre e na Avenida de D. Carlos I mantém-se condicionada à mobilidade pedonal, por questões de segurança, até ao início da próxima semana, altura em que a plantação das novas palmeiras deve ficar concluída.

 

Texto: Porto. / Etc e Tal jornal

Fotos: Filipa Brito (Porto.)

01mai21

 

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