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Banco Alimentar do Porto: há 27 anos a ajudar quem mais precisa!

O Banco Alimentar Contra a Fome do Porto celebrou, no passado dia 16 de maio, 27 anos de existência. Criado com a missão de lutar contra a fome e o desperdício alimentar e incentivar, ainda, a partilha e a solidariedade, a instituição ganha, no atual contexto pandémico, uma importância acrescida, devido ao apoio que presta às 300 instituições (entre lares de idosos, creches e jardins de infância, casas de acolhimento de crianças em risco, mães adolescentes ou vítimas de violência doméstica e equipas de apoio domiciliário), distribuídas pelos 18 concelhos do distrito do Porto. Através delas, o Banco Alimentar do Porto apoia, atualmente, mais de 60 mil pessoas e, só no ano passado, movimentou quase seis mil toneladas de alimentos, bens que recebe, diariamente, nas suas instalações em Perafita, Matosinhos.

Ao longo das últimas três décadas, a instituição vem dado continuidade ao seu compromisso de combater a carência alimentar, tendo desenvolvido, também, um importante trabalho de sensibilização contra o desperdício alimentar. Nesta área, refira-se, a título de exemplo, que os cabazes entregues, atualmente, às instituições integram já uma percentagem de produtos frescos (23 por cento), que, de outra forma, não seriam consumidos. A questão do desperdício alimentar assume-me mesmo como uma das áreas mais importantes para a instituição, que se encontra a implementar um conjunto de iniciativas – entre elas o lançamento de um e-book – centradas nesta vertente. O Banco Alimentar do Porto criou, ainda e ao longo dos anos, uma ligação emocional com a sociedade, envolvendo-a na ajuda a quem mais precisa, principalmente através das amplamente reconhecidas Campanhas de Recolha de Alimentos que ocorrem duas vezes por ano, em maio e novembro, nos mais de 290 supermercados do distrito do Porto.

“Além da visibilidade, estas ações têm a capacidade de atrair e mobilizar centenas de voluntários, todos os anos, e são das mais importantes para a instituição em termos de recolha de alimentos”, destaca António Cândido da Silva, presidente do Banco Alimentar do Porto. “São momentos que se destacam como o ponto mais alto da nossa atividade, sobretudo devido à partilha, solidariedade e alegria que envolvem”, acrescenta. Para o presidente do Banco Alimentar do Porto, “estas ações são uma celebração bianual da generosidade dos portugueses, assim como da disponibilidade dos voluntários. Partilhar sabe bem”.

CONSEQUÊNCIAS DA PANDEMIA: OS PORTUGUESES NÃO DEIXARAM DE AJUDAR

Mesmo em pandemia, e com todos os desafios que esta situação colocou – como é o caso da suspensão das Campanhas de Recolha nos supermercados –, o Banco Alimentar do Porto tem sido capaz de continuar a apoiar plenamente as instituições sociais, sobretudo graças à rede solidária que foi construindo ao longo dos anos, através dos excedentes alimentares doados pela indústria agroalimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição e pelos operadores dos mercados abastecedores.

Destaque-se, ainda, e paralelamente, as doações espontâneas realizadas por empresas, escolas e universidades. Apesar das adversidades, o número de voluntários disparou desde o início da crise pandémica: dos 100 para os 700. Este crescimento reflete não só o compromisso da sociedade para com a ajuda aos outros, mas, também, a capacidade de mobilização social e reconhecimento da instituição.

 

 

Texto e foto: Central de Informação / Etc e Tal jornal

 

01jun21

 

 

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