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Câmara do Porto e Hospital de S. João querem centro de vacinação no Queimódromo a funcionar e assinam memorando de entendimento

Rui Moreira e Fernando Araújo assinaram, na tarde do passado dia 19 de maio, o memorando de entendimento relativo ao centro de vacinação drive-thru, no Queimódromo, um esforço conjunto da Câmara do Porto e do Hospital de São João. O equipamento está pronto desde fevereiro e tem capacidade para inocular até duas mil pessoas por dia.

O apoio que a estrutura dará na diminuição da pressão que hoje incide sobre os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), permitindo que os seus profissionais se possam focar nos cuidados de saúde a prestar aos utentes, foi a pedra de toque nesta união de vontades.

Tanto o presidente da Câmara do Porto como o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário de São João consideram ser esta a principal vantagem do centro de vacinação drive-thru, no Queimódromo, uma vez que o modelo, segundo o qual as pessoas são inoculadas no interior das próprias viaturas (e que tão bem correu no caso dos testes PCR), seria uma “forma segura e expedita” de garantir a administração de vacinas à população.

Contudo, de acordo com o ponto de situação prestado pelo vereador da Habitação e Coesão Social, Fernando Paulo, na conversa que sucedeu após a assinatura do memorando de entendimento, na Sala D. Maria da Câmara do Porto, a verdade é que “continuamos a aguardar a aprovação” para a operacionalização deste centro de vacinação. Cabe à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) fazê-lo, mas, até ao momento, a entidade presidida por Carlos Nunes vai mantendo o silêncio.

“Havendo soluções que estão planeadas, e que são alternativas válidas, é pena que estejam a ser desperdiçadas”, comentou Fernando Araújo, reforçando que esta valência seria, de facto, uma mais-valia para diminuir a pressão do Serviço Nacional de Saúde (SNS), até porque também foi montada sob a premissa de “garantir um modelo fácil de marcação online ou presencial”. Também Rui Moreira considera que este modelo dá mais garantias na “prevenção do desperdício [de vacinas]”, rentabilizando os recursos humanos e as doses disponíveis, agora cada vez em maior número.

A somar a esta análise, o autarca observou que alguns centros de vacinação na cidade (a maioria localizados em escolas que ficam temporariamente cativas deste novo serviço comunitário) têm gerado constrangimentos de trânsito nas imediações. No caso do centro de vacinação drive-thru, no Queimódromo (Parque da Cidade), este problema nunca se colocaria.

Na conversa foi ainda abordada a questão das cadeias de valor, com o presidente do conselho de administração do Hospital São João a anuir com Rui Moreira quanto à necessidade de rever este circuito, até porque, segundo partilhou, a logística “foi um autêntico pesadelo”, sobretudo durante o primeiro confinamento. Sob este ponto de vista, considerou que seria preciso rever as condições de aquisição de bens e serviços por parte das entidades públicas, em que “o fator preço continua a ser o mais relevante”, afirmou Fernando Araújo.

A assinatura do memorando de entendimento relativo ao centro de vacinação drive-thru, já tinha sido aprovado, por unanimidade do Executivo Municipal, no passado mês de abril.

 

Texto: Isabel Moreira da Silva (Porto.) / Etc e Tal jornal

 

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

 

01jun21

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