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Equipamentos de monitorização de tráfego rodoviário e pedonal instalados em pontos estratégicos da cidade

 A Câmara do Porto tem vindo a instalar, em locais estratégicos, equipamentos de análise de tráfego rodoviário e pedonal. A ação enquadra-se no projeto de dimensão europeia Cooperative-Streets (C-Streets), que pretende introduzir nas cidades uma revolução tecnológica rodoviária.

Estes equipamentos estão localizados em zonas de entrada e saída da cidade, com o objetivo não só de obtenção de dados para mensuração em tempo real da procura viária da cidade, mas também para servirem de apoio a estudos de tráfego e monitorização das condições de circulação nestas zonas.

Em alguns locais, serão também recolhidos dados da utilização de modos suaves, nomeadamente a utilização de bicicleta. Todos estes dados, a par de outros, nomeadamente condicionamentos de trânsito e informação relativa a lugares nos parques municipais estão disponibilizados no sítio institucional da Câmara do Porto, na área dedicada à Mobilidade.

De igual modo, a monotorização de dados em tempo real permitirá informar os cidadãos, através de painéis de mensagem variável, de eventuais restrições na circulação viária, produzindo um impacto imediato na redução dos constrangimentos de tráfego na cidade.

O projeto C-Streets teve início em 2019 com a modernização dos seus sistemas de gestão de tráfego e um orçamento afeto ao município superior a 2,6 milhões de euros. O investimento nacional ultrapassa os 31,4 milhões de euros, este último financiado em 50% pelo programa Mecanismo Interligar a Europa – MIE (Connecting Europe Facility – CEF).

O C-Streets surge no seguimento da implementação a nível nacional do C-Roads (Cooperative Roads) e os seus alicerces assentam sobre os Sistemas Inteligentes de Transportes e Transformação Digital aplicada ao transporte e Implantação de Serviços C-ITS (Cooperative Inteligent Transport Systems). Estas duas bases fundamentam os principais objetivos do projeto: partilha e reutilização de informação, desenvolvimento de soluções de mobilidade como serviço, promoção do transporte intermodal público eficaz e acessível, redução de incidentes e acidentes, evolução do conceito de sustentabilidade e descarbonização.

A candidatura a este projeto, realizada em outubro de 2018 e liderada pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), contou com a participação de diversas entidades públicas e privadas, entre as quais várias câmaras municipais de norte a sul do país, incluindo a do Porto, instituições como a Associação Porto Digital, Transporlis, Brisa, CEiiA, Carris, EMEL, Institutos Superiores, Infraestruturas de Portugal, Siemens, Via Verde, entre outras.

O término do projeto decorrerá no final de 2023 e o desenvolvimento e aplicação dos projetos piloto devem ser concluídos e apresentados até seis meses antes dessa data, de forma a que haja um período exclusivo para avaliação dos resultados.

 

Texto: Porto. / Etc e Tal jornal

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

01jun21

 

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