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Museu de Ovar expôs “Vida e Obra de Beatriz Campos”

Entre os muitos artistas naturais de Ovar que engrandeceram a consolidação do Museu de Ovar, tanto pela sua dedicação pessoal, como através do enriquecimento do acervo desta instituição museológica, em que ficaram para sempre representados em diferentes expressões artísticas, com obras que continuam a despertar interesse e curiosidade sempre que algumas das peças de arte integram exposições temporárias, como vêm acontecendo neste meio século, a exemplo da exposição que esteve patente ao público nos meses de abril e maio sobre “Vida e Obra de Beatriz Campos”.

Esta exposição reuniu parte das suas coleções de obras de arte que fazem parte do acervo do Museu de Ovar, com particular incidência em aguarelas alusivas a temas da região litoral, como, “Varina” (1999), “Palheiros do Furadouro” (1999), “Furadouro” (1958) ou “Palheiros de Esmoriz (1999). É ainda possível contemplar “Estudo do Nu” a carvão (1942) e um desenho aguarelado de 1969 com o título “Lisboa”.

Na arte da cerâmica em que Beatriz Campos se destacou na sua carreira artística, também estiveram expostas algumas das suas obras, como pratos decorativos em barro vidrado. Uma pequena mostra desta vertente artística, que a pintora e ceramista, que nasceu em Ovar, a 14 de outubro de 1915, também deixou ao Museu de Ovar, que assim, mais uma vez, brilhou perante o olhar dos visitantes, que tiveram o privilégio de conhecer um pouco mais da sua obra.

Das memórias que a exposição faz realçar sobre a “Vida e Obra de Beatriz Campos”, há um simbólico “álbum” do espólio fotográfico deste Museu, sobre recordações familiares e da vivência da artista em eventos realizados no Museu de Ovar, assinalando alguns dos momentos das várias exposições que assinou nesta Instituição a que igualmente se dedicou como membro dos órgãos sociais, nomeadamente Presidente da Assembleia Geral.

Uma dedicação e seu devido reconhecimento, que, não fossem as medidas de confinamento que se prolongaram devido à pandemia, seria, através desta mesma exposição, mais uma vez assinalado, segundo chegou a estar agendado e programado este ano, no âmbito do 60.º aniversário do Museu de Ovar, fundado a 8 de janeiro de 1961.

 

Influenciada na sua formação artística, pela pintura em ambiente familiar, com o pai ligado à arte, que desenhava e pintava aguarela, cuja casa era frequentada por homens ligados às artes e letras. Beatriz Campos, que veio a falecer em Ovar aos 93 anos, no dia 31 de maio de 2009, aos dezassete anos (1932), começou a ter aulas de desenho com o Mestre João Savedra Machado e veio a ingressar no curso da grande aguarelista Raquel Roque Gameiro. Começou entretanto a explorar a técnica de pastel por iniciativa própria, vindo a realçar a sua obra na carreira como ceramista, que se iniciou com o convite para pintar na Fábrica Viúva Lamego. Deu ainda os primeiros passos na escultura com o Mestre Simões de Almeida “Sobrinho”, escultor e professor desta disciplina na Escola de Belas Artes de Lisboa.

No final dos anos trinta, Beatriz Campos começou a participar em exposições coletivas, estreando-se exatamente na exposição, “Raquel Gameiro e suas discípulas” em Lisboa (1939 e 1946. A nível de exposições individuais, em 1981 mostrou a sua obra em Elizabeth New Jersey, nos Estados Unidos da América, e nos vários pontos do seu país, Ovar mereceu particular atenção e presença da artista, em que se destacam as exposições no Museu de Ovar nos anos 1965, 1976, 2002 e 2006.

Para além da significativa obra com que está representada no Museu de Ovar, Beatriz Campos está ainda representada em várias cidades e Instituições, empresas e municípios, bem como através de diversas coleções particulares em vários países.

 

Texto e fotos: José Lopes

 

01jun21

 

 

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