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Museu Nacional Soares dos Reis reabre com a exposição “A Índia em Portugal” no leque de três propostas temporárias

Mais de um ano após o encerramento para obras de reabilitação, o Museu Nacional de Soares dos Reis reabriu ao público com três exposições temporárias. Além de uma mostra evocativa de José Régio e de “Depositarium… 1”, apresenta “A Índia em Portugal – um tempo de confluências artísticas”. No dia inaugural, recebeu a visita do embaixador da Índia em Portugal, Shri Manish Chauhan.

Foi uma tarde de sábado concorrida, espelho de uma vitalidade que o novo diretor do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), António Ponte, quer imprimir ao único espaço museológico de cariz nacional que a cidade do Porto acolhe.

Uma mudança que se revê na estratégia programática, que abandona o termo de “exposição permanente” para “exposição de longa duração”, mas que aposta na política das “exposições temporárias” para cativar um crescente número de visitantes, atraídos pelo seu caráter efémero.

“Queremos reativar e fortalecer a relação com o público e, para isso, é também importante que o Museu se apresente de uma forma intensa, mas segura. Achámos que era urgente devolver o Museu à cidade e ao país”, declarou o novo responsável, citado pela Lusa.

Entre as exposições temporárias que marcam o arranque deste novo ciclo, o Museu Soares dos Reis apresenta “A Índia em Portugal – um tempo de confluências artísticas”. Pensada no âmbito da Cimeira UE-Índia, sob a égide da presidência portuguesa da União Europeia, receberia a visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, não fosse a pandemia alterar os planos.

O país esteve, ainda assim, bem representado pelo embaixador da Índia em Portugal, Shri Manish Chauhan, que se deslocou propositadamente ao Porto para ver a exposição, tendo sido acompanhado na visita pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, pelo vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo, e ainda por um grupo de parlamentares, entre outras personalidades do meio cultural da cidade.

Patente até 30 de junho, a mostra expositiva é organizada por cerca de 70 peças, como móveis e objetos domésticos, que refletem a ligação comercial e cultural dos portugueses com a Índia, na época dos Descobrimentos.

Mas não é este o único atrativo que o Museu Soares dos Reis reserva. Para descobrir, há ainda “José Régio: [Re]visitações à Torre de Marfim”, visitável até 1 de agosto. Sob curadoria de Rui Maia, a exposição reúne mais de 100 desenhos de cariz intimista e três cadernos manuscritos do poeta, num autêntico cruzamento entre desenho e poesia. Iniciativa das câmaras municipais de Vila do Conde e de Portalegre, cidades intimamente ligadas à vida e obra do poeta, a mostra foi inaugurada em 2019 na passagem dos 50 anos sobre a morte de José Régio, podendo agora ser visitada no Porto.

Por último, com data mais estendida até 31 de agosto, a exposição “Depositarium… 1, a primeira de um ciclo que pretende retirar da penumbra o acervo guardado nas reservas que raramente viu a luz do dia. A seleção das primeiras 16 obras, entre peças de cerâmica, escultura, ourivesaria, joalharia, pintura e têxteis, foi realizada pelos próprios trabalhadores do MNSR, e para as próximas edições António Ponte já revelou que vão ser feitos convites a pessoas da comunidade.

Neste período de renascimento do Museu Nacional Soares dos Reis, localizado no Palácio dos Carrancas, está ainda programada para o mês de junho uma parceria com a Porto Design Biannale, envolvendo um conjunto de exposições e instalações.

Encerrado às segundas-feiras, o museu reabre de terça-feira a domingo, entre as 10 e as 18 horas.

 

 

Texto: Isabel Moreira da Silva (Porto.) / Etc e Tal jornal

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

 

01jun21

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