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Ovar assinalou a IV edição do “Maio do Azulejo” com um programa diversificado de eventos culturais

Apresentado pelo Município de Ovar como um evento de promoção da “Cidade-Museu Vivo do Azulejo”, a IV edição do “Maio do Azulejo” foi assinalada de 1 a 30 de maio, através de um programa diversificados de eventos culturais, que incluíram visitas orientadas, passeio fotográfico, caminhada, oficinas, concertos e exposições, como, “À Margem de Certa Maneira”, que esteve no Centro de Artes de Ovar, da artista plástica Manuela Pimentel, que “encontra nas ruas o mote, a inspiração e a matéria-prima para o seu trabalho”, como refere Tatiana Engelbrecht na folha de sala desta exposição que vai estar aberta até 25 de junho.

 

José Lopes

(texto e fotos)

 

Numa cidade como Ovar, em que o estado do património arquitetónico azulejar reflete não só os exemplares de padronagens perdidas no tempo, num tempo de insensibilidade. Mas também algumas das intervenções que vem sendo desenvolvidas pelo Atelier de Conservação e Restauro do Azulejo – ACRA, como um serviço do Património Histórico da Divisão da Cultura da Câmara Municipal de Ovar. Ainda que sempre insuficiente para corresponder a algumas das fachadas em azulejo, que dão sinais de um certo “caos”, a exemplo do “imaginário da nobre azulejaria do século XVII”, em que a autora da exposição, Manuela Pimentel, “insinua gestos de rebeldia, inquietação e inconformismo”.

A exposição mostra a obra da artista Manuela Pimentel, que, “encontra nas ruas o mote, a inspiração e a matéria-prima para o seu trabalho. Velhos cartazes arrancados das paredes são por suas mãos transformados em azulejos que estabelecem com o espectador uma relação de familiaridade e proximidade e, ao mesmo tempo, de certa estranheza”, ou seja, refere ainda Tatiana Engelbrecht, “É nessa recolha de materiais aparentemente caótica e aleatória que a artista projeta pequenas janelas para a alma”.

“Maio do Azulejo”, foi um mês com um vasto programa cultural, que, levou no dia 6 de maio (Dia Nacional do Azulejo), um Concerto (live streaming) com Rita Redshoes e Bruno Santos, na Igreja Matriz de Válega. Uma diversificada programação, que contou com vários outros eventos musicais, como os concertos, “Segue-me à Capela”, envolvendo a participação da comunidade local, tendo como palco o largo do Palácio da Justiça de Ovar (28 maio). Seguiram-se, Jorge Fernando (29 maio) e Gisela João (AuRora) no dia 30, com uma tarde preenchida por “Concertos à Janela”. Programa que proporcionou vários momentos, através de “oficinas” na Escola de Artes e Ofícios, com atividades de contacto com a “Ilustração/Azulejo Figura Avulsa”, por Pedro Pode, ou “Preencher Vazios”, por Joana de Abreu.

Dos vários eventos que preencheram o “Maio do Azulejo”, ficam mais uma vez, muitos registos fotográficos sobre as diferentes realidades do estado de conservação e restauro das fachadas de azulejo em Ovar, num programa que incluiu um “Passeio Fotográfico”, orientado por Ana Carla Martins.

Registos fotográficos de um património em espaço público que, como é ainda referido a propósito da exposição “À Margem, de Certa Maneira”, de Manuela Pimentel, refletem que, “há sempre espaço para uma nova observação, mais uma interpretação. São obras perturbadoras que iludem, confundem. Na amálgama visual enraizada no imaginário popular parece não haver margem para o engano. (…) É nesse jogo fantasioso que se dá a magia do trabalho de Manuela Pimentel. A força da sua obra vem ainda da palavra. A palavra arrancada das paredes que chega às suas mãos por vezes intata, outras vezes, aos pedaços. Uma frase. Uma notícia. Uma poesia”. O resultado é transposto para grandes telas, que vão estar expostas no CAO até 25 de junho.

 

 

01jun21

 

 

 

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