Menu Fechar

Pandemia já não existe no Metro do Porto! É tudo ao molho e fé em Deus e, agora, até já há quem se drogue, injetando-se, no interior das composições em plena luz do dia…

Repórter X

 

Como se já não bastasse a linha Expresso do Metro do Porto, para e da Póvoa de Varzim, circular, de segunda a sexta-feira, na maioria das vezes, com uma só composição – ao contrário das duas que eram habituais -, vir, assim, com lotação mais que esgotada, e isto ainda em tempo de pandemia, eis que no passado dia 05 de maio, pelas 17 horas, além da enchente, um toxicodependente lembrou-se de se injetar, num dos últimos bancos, mesmo junto à cabine do maquinista (literalmente virado para a parede), deixando um rasto de sangue, seringas e vomitado, que provocou revolta nos passageiros, que se acotovelavam na composição.

Quando, um casal deu conta da situação (na paragem em Francos), já o sujeito tinha “fugido”, chamou de imediato à atenção dos quatro fiscais que seguiam na carruagem, tendo um avisado o maquinista do sucedido ainda antes da estação da Casa da Música. Esse ato que levou a que, duas estações depois, entrasse um “segurança”, para impedir, quem fosse, de se aproximar do lugar onde se encontravam depositadas as seringas, os restos de sangue e vomitado.

VISO: O SUPERMERCADO DA DROGA AO AR LIVRE COM TRANSPORTE GRATUITO ASSEGURADO?

Viso, junto à estação Via-Rápida

Quem vos escreve é utilizador diário do Metro (com “passe” e tudo) e nunca tinha visto coisa assim, como também outras situações que revelam relevando uma crescente falta de segurança tanto no interior dos veículos como nas estações, em determinados períodos do dia, por sinal, sempre os mesmos.

Sabendo-se – e este jornal tem alertado frequentes vezes – para o perigoso intercâmbio/venda e consumo de drogas na estação do Viso/Via Rápida e dela perto – um autêntico supermercado ao ar livre – estranha-se que seja ainda invisível, em períodos críticos do dia e de determinados dias do mês, um reforço da segurança não só nesse crítico local (Viso), mas também em outros vizinhos (Ramalde e Francos).

Ora, como os horários de “descanso” de fiscais e segurança são sempre os mesmos, há períodos do dia que são muito frequentados por quem de graça gosta de viajar, para normalmente “aterrar” no Via-Rápida.

A PANDEMIA JÁ ACABOU NO METRO

Estranha-se também que, ao circular com uma só composição numa hora, praticamente de ponta, e logo numa linha frequentada, em número considerável, por idosos que a utilizam para passearem até à Póvoa de Varzim, se se esqueça que ainda se vivem tempos de pandemia (regime de calamidade), mais desconfinado, é certo, mas que ainda não permite – nem tão cedo permitirá – a criação verdadeiros amontoados de pessoas, que, neste específico caso – como a foto acima publicada comprova -, se reflete num acotovelar constante entre passageiros, não se respeitando, dessa forma, as medidas de segurança profilática, uma das quais, quanto ao distanciamento físico ou social.

FALTA DE CIVISMO

Mas, os problemas não se ficam por aqui e têm vindo a agravar-se, sem que isso signifique – o que é, desde já, de estranhar – um aumento de queixas por parte dos passageiros; passageiros que, em número sempre preocupante, seja ele, ou não, residual, não respeitam preservando, o interior dos veículos que os fazem transportar, registando-se, principalmente durante a noite, camadas de sujidade dignas de registo e que só são eliminadas horas depois, ou seja aquando da recolha dos veículos. Chama-se a esse comportamento uma demonstração impune de falta de civismo e de respeito por um bem que é público.

CADA VEZ MENOS “SEGURANÇAS”

Sabe-se também, e para o facto não é preciso recorrer a qualquer fonte fidedigna, que as estações perderam muito da sua segurança em termos de efetivos humanos. Se há uns tempos, o número de seguranças, no total de todas as estações da rede do Metro, era de 60, hoje não chega a 20, facto deveras preocupante ao qual a empresa “Prosegur” (?) terá, por certo, uma cabal resposta a dar. Qual(?), é que não sabemos!

Com o Metro do Porto a apresentar e a ver aprovados projetos para o seu (importante) crescimento, destacando-se, para o efeito, a construção de novas linhas, e a aquisição – há algum tempo anunciada pelo ministro João Pedro Matos Fernandes -, de novos veículos, é, em boa verdade, incongruente todo o estado atual de coisas que se vão vendo um pouco todos os dias no Metro do Porto para mal dos pecados de quem é aconselhado, antes do dia 01, a recarregar o seu Andante, como é ocaso de quem vos escreve…

 

Fotos: Arquivo EeTj e pesquisa Web

 

01jun21

 

Partilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.