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Desconfinamento – Eis o que muda a partir de 14 e 28 deste mês de junho…

A baixa mortalidade ligada à Covid-19 que se tem verificado nas últimas semanas; a menor ou inexistente pressão sobre os serviços do Serviço Nacional de Saúde são algumas razões para mais um passo, desta feita dividido em duas fases, no desconfinamento, com arranque a 14 e 28 do presente mês de junho, e que, dia 02 de junho último, foi revelado pelo primeiro-ministro, António Costa.

A saber:

 

PRIMEIRA FASE (a partir de 14 de junho)

 

Teletrabalho passará de obrigatório a recomendado sempre que seja possível.

Setor da restauração, restaurantes, cafés e pastelarias mantêm as atuais regras de lotação mas com horário alargado até à meia-noite para admissão de clientes e 1 hora para encerramento.

Comércio volta a adotar o horário normal.

Transportes públicos, há dois casos: nos veículos onde só existam lugares sentados pode ser ocupada a lotação completa, e nos veículos onde há lugares sentados e de pé a lotação passa a ser de dois terços.

Atividade desportiva, os escalões de formação e modalidades amadoras passam a ter lugares marcados e regras de distanciamento, os recintos desportivos adotam 33% da lotação e nos espaços exteriores aplicam-se regras a definir pela Direção-Geral da Saúde.

Espetáculos culturais terão horário alargado até à meia-noite: dentro de sala com lotação de 50% e no exterior com lugares marcados e regras de distanciamento – serão estas as normas aplicadas, por exemplo, no São João do Porto, que será comemorado em três eventos ao ar livre devidamente limitados, como avançou esta semana a Câmara Municipal.

 

SEGUNDA FASE (a partir de 28 de junho)

 

Transportes públicos deixam de ter restrições de lotação

Lojas do Cidadão passam a atender sem marcação prévia

Bares e discotecas – continuarão fachadas, até ao final de agosto

Festas, romarias populares e casamentos com lotação superior a 50% também continuam proibidos.

Futebol: em agosto, os jogos de futebol devem retomar o público, com os estádios e restantes recintos a poderem ter 33% da capacidade ocupada

 

Nos concelhos que registarem, por duas vezes consecutivas, mais de 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes a 14 dias (ou 240 em concelhos de baixa densidade populacional – ver explicação abaixo), restaurantes, cafés e pastelarias continuam a ter de fechar às 22.30 horas, tal como os espetáculos culturais, com o comércio a retalho a bater a porta às 21 horas.

Já nos concelhos que tenham duas vezes seguidas 240 casos por 100 mil habitantes (480 nos menos populosos), restaurantes, cafés e pastelarias têm de encerrar às 15.30 horas aos fins-de-semana e feriados (22.30 durante a semana), à semelhança do que acontece com espetáculos culturais. Casamentos, batizados e afins só poderão ter 25% da lotação.

Matriz de risco passa a ter em conta a densidade populacional

O processo de desconfinamento vai prosseguir “tendo por base a matriz de gestão de risco já conhecida” – concelhos com mais de 120 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias não avançam e concelhos com mais de 240 novos recuam. No entanto, ressalvou António Costa, passará a ser tida em conta “a clara distinção que existe entre os territórios de baixa densidade e as restantes áreas do território continental”.

Isto porque, além de o risco ser “menor” em territórios menos povoados, o atual critério da incidência é “fortemente penalizador” nesses concelhos, tendo em conta que um pequeno número de novos casos pode levar a retrocessos no desconfinamento. Para contrariar o cenário, as restrições só serão aplicadas quando esses municípios excederem “o dobro dos limiares” previamente definidos. Ou seja, nos concelhos com baixa densidade populacional, as linhas vermelhas passam dos 120 para os 240 novos casos por 100 mil habitantes (desconfinamento não avança) e dos 240 para os 480 casos (desconfinamento recua).

Máscaras são para continuar

“É cedo para aliviar” a restrição das máscaras, tendo em conta “o nível muito elevado de transmissão que ainda existe”, justificou o chefe de Governo, acrescentando que ainda não há dados que sustentem que quem já está vacinado deixa de ser transmissor do vírus. “É bom mantermos esta prática desagradável” no futuro próximo, de modo a que ela se mantenha “no menor número possível” de meses.

O primeiro-ministro apelou ainda aos portugueses que façam testes contra a covid-19 sempre que considerem necessário, lembrando que já existem testes disponíveis nas farmácias.

 

Texto: Etc e Tal jornal / JN

Foto: pesquisa Web

 02jun21

 

VACINAÇÃO A MAIORES DE 40 E 30 ANOS É NESTE MÊS DE JUNHO E “A NÍVEL NACIONAL”! ALARGAMENTO FOI FEITO APÓS CRÍTICAS DE RUI MOREIRA…

O Governo anunciou que decidiu acelerar a vacinação contra a covid-19 “a nível nacional”, e não apenas em Lisboa, alargando-a a maiores de 40 e 30 anos a partir de 06 e 20 de junho.

Numa mensagem publicada na conta oficial do Governo na rede social Twitter, o executivo escreveu que, devido ao “bom ritmo do Plano de Vacinação Anti-COVID19 e da disponibilidade de vacinas, foi decidida a aceleração da vacinação a nível nacional”.

O Governo precisou ainda que “o alargamento da vacinação a novas faixas etárias” vai arrancar a partir de 06 de junho para “pessoas com mais de 40 anos” e, a partir do dia 20, para “pessoas com mais de 30 anos”, “em todo o território continental”.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, tinha anunciado que a vacinação contra a covid-19 ia ser acelerada em Lisboa e Vale do Tejo, nas faixas dos 40 e 30 anos, na sequência de um aumento das infeções.

O anúncio da abertura da vacinação a nível nacional para estas faixas etárias surgiu horas depois de o presidente da Câmara do Porto ter exigido um tratamento equitativo para todo o país, acusando o Governo de beneficiar “o infrator”, ao acelerar a campanha na região de Lisboa e Vale do Tejo, devido a um aumento de infeções.

“Não pode haver dois países, não pode haver um país e depois haver Lisboa. Tem de haver um único país e nós temos de exigir um tratamento igual para o todo nacional”, afirmou Rui Moreira, numa declaração vídeo publicada na página oficial da Câmara do Porto.

“O que eu queria dizer ao Governo claramente e às autoridades competentes é que nós exigimos um tratamento equitativo para todo o país nesta matéria”, reiterou.

Já depois do anúncio do secretário de Estado, o coordenador da ‘task force’ para a vacinação, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, também confirmou ao jornal Público que o alargamento às faixas etárias dos 30 e 40 anos se fará a nível “nacional”, e não apenas na região de Lisboa.

Gouveia e Melo disse àquele jornal que a vacinação em Lisboa e Vale do Tejo irá, de facto, ser reforçada, por estar atrasada em relação a outras regiões do país, como o Alentejo e o Centro, mas lembrou que isso já está a ser feito no Algarve e adiantou que haverá igualmente um reforço de vacinas no Norte, “mas mantendo a mesma programação etária”.

“O nosso plano é nacional e estamos a recuperar as regiões [percentualmente] mais atrasadas e isto também vai incluir o Norte. A ideia é ter sempre as regiões equilibradas porque é o mais justo. Quando se fala em acelerar, é dar mais vacinas, mas mantendo a mesma programação etária”, assegurou.

 “TASK FORCE” ANTECIPA PREVISÃO DE 70 POR CENTO DA POPULAÇÃO COM PELO MENOS UMA DOSE DA VACINA PARA JULHO OU INÍCIO DE AGOSTO

O coordenador da ‘task-force’ do plano de vacinação contra a Covid-19 antecipou para final de julho ou início de agosto a cobertura de 70% da população com pelo menos a primeira dose da vacina.

Em finais de julho/início de agosto há uma antecipação da primeira toma. Isto não contando com os 2,7 milhões de vacinas da Janssen [com limite de idade] pois se as aproveitássemos anteciparíamos mais”, afirmou Gouveia e Melo, hoje ouvido pelos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde.

Sobre a capacidade dos centros de vacinação, o responsável disse que está estimada em 100.000 pessoas/dia, funcionando seis horas/dia, e explicou que as autoridades têm como recurso, para capacidade de vacinação, alargar o funcionamento destes locais até às 10 horas/dia.

Questionado a propósito da vacinação dos jovens com menos de 16 anos, Gouveia e Melo disse que está a ser ponderada e que “logo que houver soluções para este tipo de população elas serão adotadas”.

Vincando a diferença entre a proteção da população e a imunidade de grupo, o responsável disse que os dados ainda não são sólidos, mas que em Israel (o país mais avançado na vacinação da sua população) os dados indicam que, além de proteger os vacinados, a vacina também funciona como barreira na transmissão do vírus.

“A partir de 70% da população vacinada, se o vacinado não for transmissor, o vírus começa a desaparecer na comunidade”, afirmou Gouveia e Melo, sublinhando, contudo, que, apesar dos dados de Israel serem “boas notícias”, ainda “não há uma verdade cientificamente consagrada” sobre esta matéria.

Assim — continuou -, confirmando-se a imunidade de grupo, com a proteção da população acima dos 18 anos, “o vírus morre na comunidade”.

“Nós, os mais velhos, temos obrigação de proteger os mais novos, vacinando-nos. É a solidariedade intergeracional”, frisou.

O coordenador da ‘task-force’ explicou também, quando questionado sobre o assunto, que as autoridades têm dificuldades de identificar alguns imigrantes para o processo de vacinação, afirmando: “Essas pessoas fogem muito à identificação perante as autoridades pelos motivos conhecidos”.

Sublinhou que, desde que a pessoa esteja identificada, “têm todo o direito de ser vacinada”, pois “a pandemia não escolhe nacionalidades, raças ou idades”.

Gouveia e Melo apontou ainda outra dificuldade: “Há uma população flutuante sazonal, o que também complica o processo”.

Sobre o processo de vacinação dos professores, desabafou que “se está a tornar interminável” e garantiu que as autoridades se têm confrontado com diversas listas.

“É um processo que se está a tornar interminável, que requer muita energia para vacinar grupos de 100 ou 200 pessoas, quando ainda temos muita gente”, afirmou, acrescentando: “Mas sempre que nos chegam listas, atualizamos e as pessoas são vacinadas”.

 

 

EeTj

 

01jun21

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