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A Invicta, em frequência “RM”, conta com o programa “Aqui Há Porto.” para Moreira chegar ao “Top” camarário pela terceira vez consecutiva…

Era mais que esperado o recente reencontro de Rui Moreira com os seus apoiantes. Ao princípio, tudo estava para a acontecer no Mercado Ferreira Borges, só que os organizadores decidiram mudar, à última da hora – mas a horas -, o acontecimento para o “emblemático” pavilhão Rosa Mota, que, desde há uns tempos, e com intervenção de Moreira no “caso”, também é Arena. Tudo foi, estrategicamente, pensado…

 

José Gonçalves                 Francisco Teixeira

(texto)                                            (fotos)

 

Referimo-nos, como já devem ter dado fé, à apresentação oficial da recandidatura à presidência da Câmara Municipal do Porto, do seu atual inquilino, anunciada a 13 de junho último, e que acabou, pública e oficialmente, por acontecer ao final da chuvosa tarde do passado dia 17 de junho, perante cerca de três centenas de apoiantes, todos eles na Arena, depois de “obrigados” a cumprir com as regras profiláticas anti-pandémicas.

E, como se referiu, “era mais que esperado” este reencontro, pois já não passava pela cabeça de ninguém que, com a crise originada pela Covid-19 e o combate que nesse aspeto lhe está a ser feito; o badalado processo relacionado com o “caso Selminho”; e, principalmente, com o facto de estarem a decorrer obras de requalificação, e outras de raiz, na cidade do Porto, Moreira deixasse as inaugurações e o descerrar de bandeiras, para mãos desconhecidas.

É, assim, a terceira vez que o candidato independente, apoiado pela associação cívica “Porto, o Nosso Movimento”, e ainda pelo CDS e agora também pela Iniciativa Liberal, se apresenta na corrida à presidência da Câmara Municipal do Porto, depois de, a 22 de outubro de 2013, ter ocupado o lugar deixado “vago” por Rui Rio, atual líder do PSD.

VALENTE DE OLIVEIRA DISSE “PRESENTE” E ABRIU A “CERIMÓNIA”

E foi num pavilhão Rosa Mota bem composto, por amigos, apoiantes anónimos e jornalistas, que Rui Moreira deu a conhecer as linhas-mestras de um programa que terá como “slogan” ou “máxima”, a frase que durante a sua intervenção se veio a conhecer: “Aqui Há Porto!”… Houve quem se lembrasse de um ou outro “gato”, mas foi só uma… passageira “lembrança”.

Acompanhado, na linha da frente, e em percurso rumo ao púlpito, por Luís Valente de Oliveira – que, afinal, volta a apoiar Moreira nesta caminhada, ao contrário de certos rumores que davam como certo o seu afastamento do movimento -, foi, precisamente, o social-democrata e antigo ministro, que da última vez foi responsável pela pasta das Obras Públicas, Transportes e Habitação., no XV Governo Constitucional, em Governo liderado por Cavaco Silva, a abrir a cerimónia.

E abriu a cerimónia com um discurso no qual salientou, no essencial, as caraterísticas únicas dos tripeiros e o (re)conhecimento que estes têm da e pela obra de Rui Moreira, antevendo, assim, mais uma vitória deste nas próximas eleições.

Aliás, foi neste cenário de nítida confiança na terceira vitória eleitoral, que os presentes manifestaram o seu apoio a Moreira, ou seja, sem grandes manifestações de exuberância, normalmente necessárias para demonstrar, exteriormente e à concorrência, a força de uma candidatura ou movimento.

Nada disso!

Tudo muito calmo, com uma plateia pronta a aplaudir, de pé, certos projetos e… um autarca: Nuno Ortigão, que faleceu há pouco tempo, e era presidente da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.

De salientar, a propósito, que a maioria dos autarcas das cinco freguesias e uniões, do leque de sete existentes no concelho do Porto, conquistadas pelo Movimento liderado por Rui Moreira, foram também muito aplaudidos, quando o candidato à presidência da Câmara enalteceu os seus trabalhos.

ESTE CAMINHO INCOMODOU AQUELES QUE CONTINUAM A TROCAR O TERREIRO DO PAÇO PELO PORTO, E O PORTO PELO TERREIRO DO PAÇO

Rui Moreira chamado, então, a intervir, não deixou de referir, enfatizando, as principais obras que o seu executivo tem levado a efeito, assim como os projetos que se encontram na calha. Também não se esqueceu de lançar algumas (?!) farpas e pertinentes avisos à concorrência eleitoral, assim como à estratégia política nacional sediada e centralizada na capital do País. Quanto à reconquista da maioria absoluta no executivo camarário é que… nem uma palavra!

Como que historiando um processo de oito anos de vida autárquica na presidência da Câmara portuense, Moreira começou por referir que “em 2013 iniciámos este caminho que nunca teve agenda partidária! Sempre nos focamos no Porto, independente das ideologias, dos protagonistas partidários e independente das agendas centralistas que, recorrentemente, nos querem impor. Esse caminho incomodou muita gente, principalmente aqueles que continuam a trocar o Terreiro do Paço pelo Porto e o Porto pelo Terreiro do Paço, ao ponto de não descansarem enquanto não criarem uma lei para deixarmos de usar o lema O Nosso Partido é o Porto”.

De acordo com o candidato à reconquista da presidência da Câmara Municipal do Porto (CMP) saiba que “é muito fácil a um portuense manifestar a emoção e o muito orgulho por ser portuense, por isso, é com enorme responsabilidade e muito orgulho, que, hoje, dirijo-me a todos os portuenses e candidato-me à presidência da Câmara Municipal do Porto, co o lema «Aqui Há Porto.»”

CONSEGUIMOS RESOLVER PROBLEMAS EMERGENTES QUE ESTAVAM ENCALHADOS HÁ DÉCADAS

Dito e feito! Após meses a adiar o anúncio oficial da sua recandidatura, Rui Moreira escolheu o dia 17 de junho de 2021 para o fazer, não revelando qualquer ligação da data a algo de importante na cidade ou vida particular.

A verdade é que está aí o “Aqui há Porto.” que, segundo o candidato, “ reflete o trabalho que temos desenvolvido nos últimos oito anos em prol dos portuenses e das suas famílias. Nunca construímos obras faraónicas. Preferimos concentrar as nossas forças em medidas concretas que aumentassem o rendimento disponível das famílias”

E sobre este último assunto, Rui Moreira exemplifica. “Pela primeira vez na história, por exemplo, as crianças e jovens do Porto têm o passe intermodal gratuito, o 13-18, facto que, por um lado contribuiu para o real orçamento das famílias e, por outro, para uma aposta no transporte público. Outro exemplo ainda é o contínuo esforço do Município na progressiva diminuição do Imposto Municipal sobre Imóveis – IMI”.

E “RM” não fica por aqui: “conseguimos também resolver problemas emergentes e que estavam encalhados há décadas, como foi esta emblemática obra onde nos encontramos, o Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, mas também o nosso Mercado do Bolhão ou ainda o crucial Terminal Intermodal de Campanhã. Tudo estaria pronto se não fosse a pandemia. Pudemos, ainda assim, arrancar com um novo projeto para o Cinema Batalha, com o Matadouro Municipal, com a Biblioteca Pública Municipal pela mão de Eduardo Souto Moura, e ainda com a nova ponte sobre o Douro”, salientando que “estes projetos são também respeitantes às contas à moda do Porto, pois é preciso não esquecer que, em 2019, terminámos o ano com zero euros de dívida na Câmara Municipal do Porto”. Aplausos na Arena.

O PORTO TEVE, NESTES ÚLTIMOS ANOS, O MAIOR INVESTIMENTO PRIVADO DE SEMPRE, E CONCRETIZOU O MAIOR INVESTIMENTO PÚBLICO DA HISTÓRIA DA CIDADE

Marcante foi, como ainda é, a pandemia que desde o ano passado tem condicionado (e de que maneira!) a vida na cidade, nas suas mais diversas vertentes.

Para Rui Moreira, “o combate à pandemia, de que todos foram testemunha, só foi possível porque nós fomos uma formiga e não uma cigarra. Nós trabalhámos para ter boas contas e, assim, conseguimos, e conseguiremos, fazer frente a este momento pandémico que atravessamos.”

Crise originada pela Covid que “atenuou” o crescimento de uma cidade que vinha a registar número surpreendentes a nível económico, com principal destaque para o setor do Turismo.

“Tudo isso só foi possível graças ao investimento que conseguimos fazer, trazendo segurança para quem aqui trabalha, estuda e se qualifica, porque não chega, por exemplo, recuperar património, é preciso também criar dinâmica económica e social que lhe dê vida e lhe dê sentido. Foram criados 15 mil postos de trabalho em diversas atividades. Por tudo isso posso assegurar que o Porto teve, nestes últimos anos, o maior investimento privado de sempre, como concretizou o maior investimento público de toda a história da cidade”.

Palavras de Rui Moreira que sobre a Coesão Social referiu que o Porto “é um exemplo de integração das minorias e dos migrantes. O Porto sempre soube receber bem. Há uma harmonia social assento no bom e efetivo relacionamento da cidade com os múltiplos parceiros. Trabalhamos sempre para que a cidade se sinta bem consigo própria, e se ao longo das últimas décadas a Educação deixou de estar no centro do debate político nacional, o Porto, nesse sentido, nunca baixou os braços e hoje tem uma rede escolar da qual se orgulha: funcional, com bons alunos, boas instalações e um corpo docente exemplar”.

O PORTO É, HOJE, UMA REFERÊNCIA DA RECICLAGEM EM PORTUGAL!

O candidato à presidência da CMP fez, questão de salientar, e já no que ao Desporto diz respeito, que o trabalho da sua equipa “não se esgotou nos equipamentos. O desporto pode e deve ser alargado a espaços exteriores, aproveitando as fantásticas condições que a cidade oferece para a prática desportiva ao ar livre. Também diversificámos e alargámos o conjunto de atividades físicas e de programas de desporto e formação gratuitos com mais modalidade e mais oferta de horários.

Aumentámos e melhorámos a área verde de uso público, fomentando a utilização desses locais que são sinónimos de bem-estar e qualidade de vida. Conseguimos concluir o Parque Oriental, que já recebeu prémios internacionais, e estamos virados para a Asprela com um novo parque que numa zona da cidade onde desponta o conhecimento”.

Continuando a, por assim dizer, historiar, ou relembrar a obra feita, Rui Moreira enfatizou ainda aquilo que considerou “uma revolução” no setor dos resíduos e da limpeza urbana, onde “todos os cidadãos se têm empenhado”, referindo para o efeito a criação da ”empresa municipal Porto Ambiente, que passou a gerir esta área, sendo hoje, o Porto uma referência da reciclagem em Portugal.

NÃO CONFUNDIMOS ENTRETENIMENTO COM CULTURA E CONSEGUIMOS DEMONSTAR QUE HÁ CULTURA COM CONTAS CERTAS

Já em termos de atividade artística, Rui Moreira é da opinião que tudo o que foi feito não teve precedentes. “Foram criados novos espaços culturais e qualificados os existentes. A criação artística encontrou forma de apoio sem paralelo no contexto nacional, nomeadamente nos programas de investimento na criação, internacionalização e residência”.

“O Porto”, salientou ainda o candidato à presidência da CMP, “não confunde entretenimento com Cultura e, assim, conseguiu demonstrar que há Cultura com contas certas, mas mais importante que esta visão contabilística, a Cultura pode unir toda esta dinâmica que se vive, gerando emprego, riqueza, e desenvolvimento, combatendo, assim, a exclusão.

Já no que aos transportes e mobilidade diz respeito, Rui Moreira destacou a “modernização da STCP”, ou seja, “uma exigência de há muitas décadas, e que foi conseguida em conjunto com outros municípios vizinhos. Abriu-se as portas a uma gestão de atividade de transportes como nunca antes existiu, criando uma revolução silenciosa dos transportes da Área Metropolitana do Porto.

Hoje, os cidadãos têm mais oferta de transporte, com terminais intermodais, e já não há desculpa para utilizar o veículo particular nos movimentos pendulares. E o acordo a que já chegámos com o Governo e com a Infraestruturas de Portugal, relativamente às portagens periféricas a Norte, reduzirá a ação sobre a muito problemática VCI”.

AINDA EXISTEM COMPORTAMENTOS QUE CONTRIBUEM PARA O SENTIMENTO DE INSEGURANÇA QUE NÃO É TOLERÁVEL POR MUITO QUE AS ESTATÍTISCAS COINFIRMEM O PORTO COMO CIDADE SEGURA

Quanto à Segurança – tema sempre muito caro às gentes do Porto -, “RM” disse que nela o seu executivo tem vindo a apostar e que para futuro o mesmo irá acontecer, caso – está claro! – vença as eleições.

“Temos vindo a apostar na Segurança e na tranquilidade dos portuenses. O investimento em recursos na Polícia Municipal é visível aos olhos de todos, mas ainda existem comportamentos que contribuem para o sentimento de insegurança que não é tolerável por muito que as estatísticas confirmem o Porto como uma cidade segura”.

De acordo com Rui Moreira, e realçando um facto, uma vez que “não sendo a Proteção e a Segurança uma competência municipal”, o executivo que liderou nestes últimos oito anos decidiu, mesmo assim, “tomar um conjunto de medidas que colmatarão os insuficientes meios policiais, e, assim, custear na íntegra o modelo de videovigilância”.

“Continuaremos”, continuou, “a exigir, mesmo que isso não seja popular, medidas que reforçam o combate ao tráfico de droga que tem um impacto terrível a todos os níveis na nossa sociedade”. Esta frase foi muito aplaudida na Arena.

O MEU PROJETO PREFERIDO É O DO EX-MATADOURO

E já quase a finalizar a sua intervenção, de aproximadamente meia hora, o candidato independente á CMP referiu que “com o novo PDM estão lançadas as bases para concretizarmos a duplicação da área verde; o aumento da habitação acessível tendo como pano de fundo a recuperação demográfica da classe média que há muito teve de sair da cidade e a progressão da atividade económica e de emprego, área fundamental para a promoção da coesão social”.

Foto: Carlos Amaro

E, já falando um pouco mais no futuro, do que propriamente em tudo o que foi realizado, Rui Moreira desvendou algo de interessante:

“Comos abemos, cada presidente de câmara tem o seu projeto preferido, e o meu sempre foi o ex-Matadouro que retiramos da lista de património a alienar” e que “andou por muito tempo nos labirintos do Tribunal de Contas. É um projeto que vai criar uma nova centralidade, revitalizando Campanhã e toda a zona oriental, tal como aconteceu com a Expo em Lisboa, mas, neste caso, à moda do Porto e com uma grande diferença: lá foi com o dinheiro do poder central, aqui motivámos os privados da cidade para proporcionarem um equipamento versátil e sustentável em que se conjugarão a economia, a cultura e a coesão. É um símbolo do nosso programa porque conjuga as boas contas, a Cultura, a Economia e a Coesão”.

HOMENAGEM AOS AUTARCAS DAS JUNTAS E, EM ESPECIAL, A NUNO ORTIGÃO

E para finalizar (ou quase), Rui Moreira enalteceu o trabalho efetuado nas autarquias de proximidade, as Juntas de Freguesia.

Nuno Ortigão

“Neste pequeno balanço que fiz, tenho, agora, que exaltar o apoio de proximidade que as juntas de freguesia têm desenvolvido ao longo destes anos e sem qualquer desprimor deixem-me evocar o nosso amigo Nuno Ortigão…”, presidente da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, recentemente falecido, e que levou o Areno ao rubro, com todos de pé a fazerem ouvir um vibrante aplauso.

E, por fim, palavras já de pré-campanha:

“Estamos preparados para, nos próximos meses, ir para a rua defender os altos valores que nos unem e pedir aos portuenses que em mim voltem a acreditar. A acreditar na minha visão de cidade, e na equipa que me acompanhar. Sabem que podem contar sempre com a minha voz e a minha força, na defesa intransigente do Porto por mais que traga alguns dissabores (aplausos) seja reclamando o nosso justo quinhão junto do poder central, seja negociando questões tão cruciais como a descentralização, o PRR e o futuro Quadro Comunitário, em que pretendemos ser tão exigentes e tão eficazes como temos sido nas negociações com o Governo. Quero concluir os projetos que a pandemia atrasou, e acredito que tenho condições para projetar um futuro ainda melhor para o Porto e para as suas gentes. Gostava que esta campanha continuasse a ser diferente das outras e, por isso, quero convidar toda a cidade e todos os portuenses para que o futuro passe por cada um de nós por cada um de vós.

A política infame e rasteira não chegará do porto mas de outros poleiros. O debate aberto e positivo será o caminho certo para construirmos uma cidade cada vez mais independente, livrem economicamente forte, criadora de emprego e riqueza, sustentável. Não quero que o porto seja mais que aquilo que o Porto é: trabalhador, humanista, autentico, leal, empreendedor.

 

01jul21

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