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Associação Amigos do Cáster e o “Ecoclube” Júlio Dinis assinalaram Dia do Ambiente com “Marcha pela Água” através das Fontes de Ovar

A exemplo de vários outros eventos e iniciativas de educação e sensibilização ambiental dinamizadas e organizadas pela Associação Amigos do Cáster e pelo Ecoclube Júlio Dinis que mobiliza e envolve a comunidade escolar da Escola Secundária Júlio Dinis do Agrupamento de Escolas Ovar Sul, vêm sendo realizadas desde 2008, a “Marcha pela Água” através de um roteiro a pé pelas Fontes da Cidade de Ovar.

Esta organização conjunta, tem como principal objetivo, “alertar para a necessidade de as preservar e de evitar a sua degradação”. Uma causa pela preservação e recuperação deste património arquitetónico, cultural e social, sentida pela própria necessidade de dignificar a memória coletiva de um povo que há meio século, recorria às Fontes para abastecimento de Água.

 

José Lopes

(texto e fotos)

 

 

Apesar da persistência anual na realização da “Marcha pela Água”, em que se envolvem dezenas de jovens, no essencial do conjunto das principais Fontes o cenário é de degradação, uma vez que há muito a sua água se tornou imprópria para consumo, vai sendo testemunhado pelos participantes neste evento, como um desleixo muito pouco pedagógico, contrastando com os objetivos dos promotores de tais percursos pelas Fontes com uma vertente também cultural e ambiental.

Como assume a organização desta iniciativa que este ano assinalou o dia do Ambiente (5 de junho) com a 14.ª da “Marcha pela Água”, a cidade de Ovar tem, “nas suas várias Fontes, um importante património histórico e cultural. Em tempos foram fundamentais no abastecimento de água à população. Hoje, são esquecidas e quase deixadas ao abandono”.

Com esta caminhada, que teve como ponto de encontro para partida, a Praça da República, um grupo de cerca de 50 participantes, chegaram à Fonte do Casal (Fonte Júlio Dinis) através dos percursos de lazer pelas margens do Rio Cáster. Uma primeira paragem que permitiu registar o estado de uma das Fontes da Cidade recheada de simbolismo na própria história local. Seguiu-se a Fonte dos Combatentes (ou antiga Fonte do Hospital), um património igualmente pouco preservado e pouco cuidado, ali mesmo ao lado de escolas ou da Capela do Calvário, e do Largo e Jardim dos Combatentes, cujo colorido contrasta com a imagem daquela Fonte.

Mas a deslocação à Fonte da Arruela acentuou as preocupações com o abandono a que continua votado este património, o que se repete na Fonte das Luzes e dos Plames, entre as restantes Fontes na área do Parque Urbano, como a da Mota e a da Vila, que deixam sinais pouco animadores, quando o seu estado se repete aos olhos dos participantes que vão aderindo entusiasticamente a cada edição da “Marcha pela Água”, através da qual os organizadores, Associação Amigos do Cáster e o Ecoclube Júlio Dinis, visam “sensibilizar para a valorização da água enquanto bem escasso essencial à vida (…)”.

Através desta atividade de percurso pelas Fontes, foi desenvolvida a ação paralela de educação ambiental, de geocaching, especificamente dirigida aos mais novos, como um passatempo ao ar livre, incluindo desafios de navegação, para localização de elementos contendo mensagens alusivas ao património das Fontes, que eram lidas em cada um dos locais da atividade, que decorreu numa agradável tarde de sábado, terminado junto ao Chafariz Neptuno.

No balanço desta 14.ª edição da “Marcha pela Água”, a organização afirmou esperar com mais este alerta, “que as autoridades com competência para a intervenção nas Fontes assegurem a sua limpeza regular, bem como das suas águas, e a conservação dos seus painéis de azulejos!”.

  

01jul21

 

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