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Centro de Vacinação “drive-thru”, ao “Queimódromo”, no Porto, teve “luz verde” do Governo para começar a funcionar

O Governo deu luz verde ao centro de vacinação drive-thru no Queimódromo, localizado no Parque da Cidade, que, no máximo da sua capacidade, deverá permitir a inoculação de duas mil pessoas por dia.

O anúncio foi feito ontem (30jun21) pelo presidente da Câmara do Porto que, em declarações à Lusa, indicou que foi informado pelo secretário de Estado da Mobilidade e coordenador do plano de combate à Covid-19 para a região Norte, Eduardo Pinheiro, de que Governo e a task force do plano de vacinação decidiram utilizar o centro drive-thru, tal como tem vindo a ser defendido por Rui Moreira.

“Eu julgo que nós precisamos de mais qualquer coisa como cinco ou seis dias para ter aquilo a funcionar. Há questões logísticas que têm de ser articuladas”, disse o autarca, acrescentando que a estrutura vai destinar-se a inocular pessoas que fizeram o agendamento automático da vacina.

A operacionalização do equipamento, que está pronto a utilizar desde fevereiro, ficará agora a cargo da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) em articulação com os parceiros, nomeadamente a Unilabs e irá permitir que as pessoas entrem de carro nas estruturas sem precisar de saírem da viatura para serem vacinadas (tal como aconteceu com os testes PCR).

Este centro de vacinação resulta de um memorando de entendimento com o Centro Hospitalar de São João, e que estava, desde fevereiro, pronto a ser operacionalizado. Ainda no passado mês de maio, o presidente da Câmara do Porto, e o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário de São João, Fernando Araújo, defenderam publicamente a operacionalização do equipamento com a maior brevidade possível. “É uma forma segura e expedita” de garantir a administração de vacinas à população, declararam. A Câmara do Porto irá prestar todo o apoio que foi pedido, nomeadamente a cedência das instalações e o policiamento.

A estrutura vai permitir diminuir a carga que estava a ser verificada e que era “excessiva”, nomeadamente no Regimento de Transmissões do Exército, tal como se verificou no feriado de São João no Porto, dia 24 de junho, em que o Município ativou os meios da Proteção Civil e dos bombeiros pata apoiar quem aguardava há longas horas na fila do daquele centro.

Texto: Porto. / Etc e Tal jornal

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

DIRETORA EXECUTIVA DO “ACES-PORTO ORIENTAL” DEMITIU-SE DO CARGO DEPOIS DE TER ORGANIZADO AÇÃO DE “VACINAÇÃO ABERTA” CONTRA A COVID PARA JOVENS NÃO ELEGÍVEIS

 

A diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Porto Oriental, Dulce Pinto, demitiu-se do cargo na passada sexta-feira (25jun21) depois de ter organizado uma “vacinação aberta”, dias 23 e 24 de junho para jovens ainda não elegíveis para a vacinação contra Covid-19

O pedido de saída foi apresentado na sequência da instauração de um inquérito pela Administração Regional de Saúde do Norte e da denúncia do caso pela “task force”, liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo, para a vacinação à Polícia Judiciária e Inspeção-Geral de Saúde.

Gouveia e Melo que participou à Polícia Judiciária esse caso de vacinação indevida a maiores de 18 anos, quando o processo ainda estava aberto apenas a maiores de 35 anos.

“Tentámos recolher dados sobre a situação e mal tivemos o mínimo de dados, fizemos uma participação ao nosso contacto da Polícia Judiciária e à Inspeção-Geral da Saúde, para fazer uma investigação”, referiu o vice-almirante.

Ainda de acordo com Gouveia e Melo, em declarações à RTP, “este é um caso de indisciplina e desobediência e configura uma situação que até agora não tinha acontecido em Portugal. Tenho uma equipa que regista todos os eventos suspeitos, mas nunca tive um caso desta dimensão. É a primeira vez e consagra uma desobediência clara ao plano. Alguém com responsabilidade resolve vacinar pessoas que neste momento não estão elegíveis”.

Como não pode “demitir pessoas”, Gouveia e Melo pediu “à estrutura para tirar as consequências rapidamente. Tem de haver disciplina! Alguém, com responsabilidade, resolve inovar e vacinar pessoas que não estão, neste momento, elegíveis para vacinação. Ninguém está livre, numa organização, de alguém de dentro resolver fazer uma coisa deste género”.

DE acordo com infirmações, entretanto, veiculadas, uma das pessoas que terá sido indevidamente vacinada é a filha de 18 anos, da apresentadora de televisão Maria Cerqueira Gomes. Segundo as explicações que a apresentadora de televisão deu nas redes sociais, em várias zonas do Porto terá sido aberta a possibilidade de vacinação sem marcação e sem limites de faixas etárias.

Texto: EeTj

Foto: pesquisa Web

 

 

01jul21

 

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