Repórter X
Voltamos à carga! É a enésima vez que abordamos este assunto e sempre o faremos enquanto o mesmo não for resolvido. Trata-se do lastimável estado em que se encontram, no Porto, os pavimentos das super-movimentadas ruas do Padre António Vieira e do Bonfim, esta última, principalmente, no troço que liga o Campo 24 de Agosto à Igreja.

Para quem nestas ruas passa, e principalmente de transporte público até porque são muitas as carreiras que as percorrem, sabe bem do que estamos a falar.
Por lá, já não existem buracos, como o já referimos há cerca de um, dois e três anos, mas verdadeiras crateras que não só dão cabo das suspensões dos carros ligeiros, coletivos, camiões, etc. e tal, mas também da paciência de quem os conduz ou neles é transportado.
BEM-VINDOS À “CRATERALÂNDIA”!

Se o problema com a Rua do Padre António Vieira, que divide as freguesias do Bonfim e de Campanhã, diz-se, há anos, que está para ser resolvido, e que ganhou mais força essa ideia, com a recente construção de um hotel, a verdade é que isso em nada aquece nem arrefece a realidade, já que o mesmo se disse, há sensivelmente, seis anos, aquando da inauguração do Centro de Dia Senhor do Bonfim, e até hoje… nada!

E “nada” é também tudo quanto se sabe relativamente a obras a realizar na Rua do Bonfim, que, na última década, perdeu um número significativo de moradores e estabelecimentos comerciais, tornando-se, praticamente, numa via exclusiva a viaturas. Se a este panorama juntarmos as “crateras” no meio da via e junto aos passeios, é caso para se dizer: bem-vindo à “Crateralândia!”


Tudo o que, para já, se sabe, é que nem projeto há para a realização de obras nas duas ruas. E, se as que potencialmente se realizarão na de Padre António Vieira estão, indiretamente, relacionadas com o Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), mas, a verdade é que o TIC está quase pronto e a rua mais esburacada que nunca, e, por este andar, mais esburacada ficará até ao dia em que dela se lembrarem, esperando que não seja por causa de algum acidente. A haver haverá também responsáveis indiretos pelo mesmo, os tais que estão a deixar a rua chegar ao ponto – já crítico – em que se encontra.
MILHARES DE PESSOAS PASSAM DIARIAMENTE (TRANSPORTE PÚBLICO OU PARTICULAR) POR ESSAS ARTÉRIAS

Para o(a) leitor(a) ter uma ideia da importância destas ruas – a do Bonfim de saída da cidade rumo à VCI, Circunvalação, Gondomar e Valongo; e a do Padre António Vieira de entrada na cidade em direção ao centro -, saiba que por dia, de segunda a sexta-feira, passam, em média, de meia em meia hora, dezenas de autocarros ou camionetas, só para falarmos em transporte coletivo.

Na Rua do Padre António Vieira, por lá circulam autocarros da STCP das linhas 207, 205, 400 e 403; e da Gondomarense: 01, 04, 05, 06, 07,08, 14, 18, 19,22 e 23.
Pela Rua do Bonfim, no sentido ascendente e descendente (corredor BUS), as linhas da STCP: 206, 301 (só ascendente), 800, 801 e 700. Da Valpi: V94, e da Gondomarense: 09, 15, 27, 32,55,69 e 70.

Ora, só com a passagem destas carreiras, que seja de meia em meia hora, e isto ao longo de mais de duas décadas sem qualquer intervenção na questão de melhoramentos do piso, é fácil imaginar o estado em que estas ruas se encontram.
Curioso torna-se ainda referir que, em 2014, as ruas do Heroísmo e do Freixo foram alvo de profundas obras de requalificação, com a colocação de um “tapete de luxo”, só que as vizinhas do Padre António Vieira e de Pinto Bessa (também em lindo estado!) ficaram, como se diz, a “ ver navios”.
A do Bonfim, por seu turno, viu, ainda recentemente, a vizinha Avenida de Fernão de Magalhães a ser alvo de uma profunda intervenção (que continua, mas já perto do final), enquanto nela… a crescer o número de buracos, de dia para dia.
Fica, assim, mais uma vez o alerta ao qual se junta, por certo, o dos presidentes das juntas de freguesia do Bonfim e de Campanhã – José Manuel Carvalho e Ernesto Santos, respetivamente -, que não têm competências para efetuar o que quer que seja nas referidas ruas, às quais se juntam, e em idêntico estado e algumas quase que com o mesmo movimento de viaturas, por exemplo, as de Pinto Bessa, Santos Pousada, Ferreira Cardoso (todas no Bonfim), ou São Roque da Lameira, Falcão, Senhora da Hora e das Escolas (em Campanhã). E estes são só alguns exemplos que queremos deixar registados. Só alguns! Há mais…
01jul21





