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Diogo Araújo Dantas apresentou candidatura que travará uma “guerra contra a corrupção e contra quem se serve do Porto em vez de o servir!”

O candidato do PPM à presidência da Câmara Municipal do Porto, Diogo Araújo Dantas, apresentou, na tarde de ontem (31jul21) a sua candidatura, na Junta de Freguesia de Paranhos.

“Pela pouca presença jornalística, deu para vislumbrar os problemas democráticos do atual regime: preferem o circo ao programa mais sério, sustentado (e copiado) de todas as candidaturas”, começa por referir, nesta nota enviada à comunicação social “não presente” na cerimónia de apresentação da sua candidatura, o cabeça-de-lista pelo PPM à Câmara Municipal do Porto.

E continua…

“Fazendo um resumo da minha declaração de apresentação, falei sobre o programa chamado “Porto de Honra” que pretende ressuscitar a cidade do terramoto dos últimos oito anos. Pela segunda vez na história de 47 anos, o PPM concorre à câmara municipal. Luís Almeida será o cabeça de lista à Assembleia Municipal. Concorreremos também à Junta de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, com Carlos Tavares, sendo que eu próprio encabeçarei a lista à Junta do Centro Histórico, para confrontar o antigo presidente da Junta pelos erros em oito anos.

O programa do PPM ao Porto chama-se “Porto de Honra” e tem duas linhas orientadoras: urgência social, que pretende resolver os problemas básicos. A ação social, que deixou desprotegidas pessoas e empresas, onde pretendemos fazer um plano global que faça uma sinergia entre as associações existentes e a câmara, com maior dotação de recursos humanos e financeiros. A segurança, com medidas preventivas e policiamento de proximidade. E a habilitação, com programas para jovens que defenda as pessoas e as suas casas, pois nem nas invasões napoleónicas foram tantos portuenses expulsos do seu lar.

A segunda linha, é a economia para o desenvolvimento, que não é mais do que colocar o Porto numa cidade para lá do pitoresco para o turismo. Há atrasos crónicos no trânsito, no ambiente (arborização, lixo, poluição atmosférica, etc.), na cultura (que tem sido gerida a part-time) e na economia local – aqui é preciso ajudar urgentemente as microempresas, estar no terreno, abandonar as políticas ultraliberais que devastaram a restauração, o emprego e colocaram tanta gente na miséria. O sedentarismo amador e incompetência sistêmica, de mãos dadas com o Governo PS, centralista, sulista e elitista.

Em suma, votar PPM não é só para monárquicos. É o único voto sério e musculado contra o regime, por melhor democracia (mais participativa) e justiça, na guerra contra a corrupção e contra quem se serve do Porto em vez de o servir.

Só com um presidente da câmara livre e independente, pode o Porto ser livre e independente”. Palavras de Diogo Araújo Dantas.

PROGRAMA PPM

 AÇÃO SOCIAL

 Há já bastante tempo que temos vindo a acompanhar O Problema Social do Porto e a urgência de uma resposta adequada das autoridades. Quando surgiu o “Porto – o nosso movimento” não sabíamos que se tratava de meia dúzia de burgueses fechados sobre si próprios, mas foi o que veio provar a insensibilidade e incompetência face à generalidade dos problemas sociais da cidade.

Há questões que nunca foram realmente resolvidas, enquanto há outras que vão ter de voltar a ser tratadas: os efeitos do desemprego e falência, os sem-abrigo, a toxicodependência, a pobreza (sistémica e escondida), a incapacidade de inclusão dos excluídos e o virar as costas aos bairros sociais.

Estas são as nossas propostas:

  1. Plano Global de Ação Social

Resposta deve ser articulada entre instituições de solidariedade, numa óptica universal e que abranja todos os problemas sociais de forma continuada e complementar.

O que existe neste momento são ajudas pontuais a instituições, que agem isoladamente, sem critério, desenquadradas das necessidades da cidade como um todo. Não basta tentar suprir as questões básicas, se não houver um plano que envolva todas as instituições, crie respostas onde existem falhas e que aborde o problema social como uma guerra que tem de ser vencida em diversas frentes, ao longo do tempo.

Dentro deste Plano Global, deverão estar outros de importância primária, como um Plano para a Violência Doméstica, que deverá incluir a parte da prevenção e combate inequívoco. Também um Plano para a Redução das Assimetrias e Desigualdades Sociais, de Erradicação dos Sem-abrigo, de Intervenção nos Bairros e Zonas Problemáticos, de Coordenação dos Movimentos de Solidariedade, assim como todos os focos que encontramos no nosso diagnóstico inicial.

  1. Criação de Observatório Social

É fundamental um organismo independente que aponte as reais necessidades dos portuenses, não só em termos de queixas pontuais, mas também através de questionários, avaliações feitas no terreno, análise de indicadores sociais e aproximação dos cidadãos à governação.

Também é fulcral que se controlem os custos feitos pela câmara nas instituições sociais. Encontramos valores descomunais em pequenas obras camarárias, que devem ser justificadas. Sem controlo de custos, podem ser gastas fortunas em ação social, que o dinheiro se perderá no caminho e não chegará a quem meus necessita.

É imperativo que exista uma auditoria constante às necessidades sociais da população e aos recursos aplicados pela câmara nas respostas. A eficiência da resposta social depende, em larga margem, da correta fiscalização, análise e avaliação da atividade camarária, em conformidade com as exigências de rigor e qualidade.

  1. Resposta à Emergência Social

Uma cidade moderna e evoluída, não pode ter situações de carência tão grandes, como aquelas que vemos claramente (sem-abrigo, pedintes, toxicodependentes) e aquelas que se escondem (pobreza envergonhada).

O problema dos sem-abrigo é complexo e não se resolve com sinalizações irrelevantes ou respostas pontuais. É fundamental ir à raiz do problema, antes que o Porto se torne uma cidade unicamente com esta dicotomia tão evidente e simbólica: turistas e sem-abrigo.

Só com um acompanhamento especializado e contínuo é que este tipo de problemas se resolvem. Não é com um penso rápido que se cura um cancro. Neste caso, deve ser extirpado de forma cirúrgica e metódica, atentando ao bem-estar das pessoas. Mais uma vez, não há cidadãos de primeira e de segunda: fazemos todos parte desta grande comunidade portuense.

Além da integração no Plano Global de Ação Social, é necessário que haja uma task-force para cada um dos problemas de emergência social. Resolvidas as carências de curto-prazo, em articulação com as entidades de solidariedade da cidade e em rede com a própria Câmara, cada situação deve ser englobada no quadro geral de atuação e acompanhada até à resolução final de médio e longo prazo.

Por outro lado, é imprescindível incentivar e apoiar os movimentos associativos de solidariedade, que têm feito um trabalho de excelência na área.

  1. Dotação Financeira e Profissional

Em primeiro lugar, é fundamental aumentar exponencialmente o orçamento camarário para a Ação Social, que não pode ser relevada para segundo plano como até agora. Esta é uma exigência grave.

Todas as associações que temos visitado têm como queixa principal a falta de meios. A câmara municipal não se pode limitar a ser uma espectadora do problema social, ou emprestar um espaço e ficar de braços ao drama das pessoas. Sem dotação das condições mínimas de funcionamento e sem um plano global que potencie as sinergias de cada associação, haverá desperdício e um enorme custo de oportunidade.

É imprescindível que haja técnicos de ação social no terreno, a fazer trabalho prático, com um espírito de missão e conscientes que fazem parte de um objetivo maior comum. Também sem apoio financeiro direto, mais do que justificável, estaremos a contribuir para uma maior transparência dos fundos camarários.

Relativamente aos sem-abrigo, os albergues noturnos que existem são miseráveis e sem condições. Não há ninguém que se ocupe das necessidades básicas das pessoas, desde o acompanhamento com a higiene pessoal, aos cuidados básicos. São locais sem visão de futuro e que não sustêm as boas práticas de outros países europeus. Há um estigma relativamente aos sem-abrigo que começa nas próprias autoridades.

O problema da toxicodependência recuou algumas décadas, inclusivamente as boas práticas de anteriores governações camarárias. Assistimos a pessoas a drogarem-se na rua, à frente de todos, com agulhas por todos os lados, sem ação por parte das forças de segurança. O caos da zona do Fluvial e em alguns bairros sociais, são de uma cidade de terceiro mundo.

  1. Liderar a Resolução Social

O Pelouro da Ação Social deve ter mais valências e maior alcance. Deverá coordenar o Plano Global de Ação Social, reforçando o número de técnicos e colocando os que existem no terreno. A guerra contra a pobreza, a exclusão e os problemas sociais devem ser combatidos casa a casa, rua a rua.

A Câmara não pode, eternamente, esperar que as instituições religiosas façam o serviço de caridade, que supra as carências urgentes das pessoas. É um pensamento retrógrado, que advém de uma impreparação governativa, tanto a nível de valores, como de competência básica da Câmara.

Também não pode deitar as culpas para o Governo central, assistindo passivamente ao sofrimento dos portuenses em dificuldade. É fundamental ação, não propaganda.

É necessário auscultar rua a rua, associações de moradores, instituições de todo o tipo, para saber onde e como atuar. Em segundo lugar, criar equipas de intervenção móveis, para atuar em situações de emergência de resolução imediata. De seguida, colocar os problemas em ações mais abrangentes, a serem entregues a técnicos preparados para acompanhar caso a caso. Este é o ponto de partida para se sair da inércia e da espontaneidade que tem sido marca desta governação.

  1. Resolver o Problema dos Sem-abrigo

Ninguém escolhe tornar-se sem-abrigo, no entanto, são vários os contextos que conduzem cada vez mais pessoas a esta situação na cidade do Porto. Pelo respeito à dignidade humana é essencial recuperar estes cidadãos e dar-lhes as ferramentas necessárias para se reerguerem. São já várias as instituições e pessoas singulares que prestam apoio aos mais desprotegidos da Invicta, no entanto, estes esforços não se distribuem de forma uniforme pela cidade.

Consideramos que cabe, principalmente, à Câmara Municipal a função de garantir o bem-estar e a segurança dos munícipes e, por esta razão, propomos o seguinte:

  • Criação de frigoríficos comunitários, em locais estratégicos da cidade, para que as pessoas em situação de fragilidade económica possam retirar gratuitamente alimentos doados pelos demais munícipes ou empresas;
  • Criação de um gabinete camarário de apoio aos sem-abrigo que organize e distribua os diversos esforços que já existem para apoiar as pessoas nesta situação;
  • Reforço do número de camas e balneários disponíveis na cidade do Porto;
  • Reparação dos edifícios públicos que não estão a ser utilizados e colocá-los ao serviço do município, para aí alojar, de forma prolongada, os sem-abrigo.

 FESTIM NU

Apoiar Rui Moreira é dar cobrimento ao desastre que tem sido a sua governação, é apoiar os donos disto tudo e esperar que caiam umas migalhinhas na mesa.

Apoiar a extrema-esquerda é apoiar a ditadura autocrática de face marxista, que está a tentar dominar o mundo. Que já tem a grande maioria da comunicação social ao seu serviço. Que não tem respostas concretas e científicas para os problemas modernos. Que não tem outro plano, senão o de receber eternamente dinheiro dos países ricos da Europa e fazer esse festim com os seus, deixando a classe média mais pobre e os pobres ainda mais pobres. Apoiar o partido socialista, principalmente nestas eleições autárquicas no Porto, é apoiar a sua pior parte, o radicalismo de extrema-esquerda, que faria corar de vergonha os seus fundadores e alguns dos bons presidentes de câmara que o Porto teve.

Apoiar a extrema-direita é dar aval a um discurso de ódio, de intolerância, de desonra, de tudo o que os portuenses nunca foram, mesmo nos tempos piores de calamidades e guerras. Esta é uma altura para nos unirmos, para sermos justos e solidários, é o tempo de não deixarmos um único portuense para trás.

Mas esta também é uma altura decisiva. Ou estamos do lado certo ou do lado errado, do bem ou do mal, dos que querem reerguer o Porto, ou dos que pretendem vendê-lo, espezinhá-lo, dar-lhe o último golpe para o matar de vez. Escolham bem: entre quem defende os valores que criaram e sustentaram a cidade invicta, ou de quem nos pretende implodir, trespassar o nosso coração. Entre quem tem um plano sólido e um programa bem estudado, ou quem se pretende servir do Porto, como um vampiro que não cessa de sugar o sangue da sua vítima.

Eu estarei cá para dar a vida e morrer pela minha cidade, que tanto amo. Eu estou do lado certo. Agora é preciso que todos leiam esta mensagem. Todos.

 

Diogo Araújo Dantas

Candidato à Câmara Municipal do Porto
Coordenador Distrital do PPM

 

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