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Investimento municipal de 1,2 milhões para unir e requalificar Escola do Falcão

Estão reunidas as condições para dar início ao processo de requalificação da Escola Básica 1.º Ciclo e Jardim de Infância do Falcão, no Cerco. O projeto, que pressupõe um investimento do Município na casa dos 1,251 milhões euros e inclui uma forte aposta na questão ambiental, deverá ser executado ao longo de 15 meses.

A apresentação aos encarregados de educação aconteceu ao final da tarde do passado dia 07 de julho, na Escola Secundária do Cerco, na presença do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, do vice-presidente Filipe Araújo, e dos vereadores da Educação, Fernando Paulo, e da Juventude e Desporto, Catarina Araújo.

O presidente da Câmara do Porto começou por reconhecer que a intervenção na Escola do Falcão “vai para lá daquilo que temos feito”. “Vai ter um conjunto de fatores diferenciadores que vão fazer dela um sítio de aprendizagem de boas práticas ambientais e vai ser um exemplo daquilo que pretendemos no futuro para todos”, disse Rui Moreira, sublinhando, igualmente a preocupação com as soluções para pessoas com mobilidade reduzida.

A ambição é que a escola seja “mais do que o tradicional”. O autarca reconhece que este “é um projeto grande, com um forte investimento”. A previsão, aponta, é que a empreitada arranque entre agosto e setembro. Para o presidente da Câmara do Porto todo o investimento que tem sido feito em Campanhã “é uma aposta justa e absolutamente indispensável nesta zona da cidade”. “Não é compreensível que uma cidade tão pequena como o Porto tivesse os contrastes que tinha. Isso não era normal. Há pessoas que acham que a cidade acaba na VCI”, afirmou Rui Moreira.

Enquanto as obras na Escola do Falcão decorrerem, os alunos do ensino básico irão ter aulas na Escola Secundária do Cerco, enquanto as crianças do jardim-de-infância vão ter um espaço na Escola Básica. “Ter crianças no recinto da escola enquanto decorrem as obras é mau para os pais, para os professores e é, principalmente, perigoso para as crianças”, sublinhou o presidente da Câmara do Porto.

Uma vez que a proposta garante as adaptações necessárias, assim como a separação entre ciclos com horários desfasados, os encarregados de educação mostraram-se satisfeitos com a solução temporária.

DOIS BLOCOS, UMA ÚNICA ESCOLA

Atualmente dividida em dois lotes, a Escola do Falcão deverá tornar-se uma escola única de forma a dar uma resposta mais eficaz às necessidades. Os dois edifícios serão unidos através de um corredor e a intervenção implica a reorganização funcional dos blocos, assim como novas construções e a eliminação de barreiras arquitetónicas para assegurar um percurso acessível a todo o espaço.

O projeto de requalificação da escola, da autoria da Central Arquitetos e da Rg4E – Consultoria e Serviços de Engenharia, pretende manter a maior parte da sua imagem original, mas recuperando-a do mau estado de conservação em que se encontra, através de soluções de isolamento térmico em coberturas, paredes e caixilharias. A intervenção será visível logo na entrada da escola, na zona de receção das crianças, que será coberta.

Os espaços interiores vão ser ampliados e remodelados, e cada núcleo de salas de aulas terá as suas instalações sanitárias, armários, cacifos e espaço de arrumação. Espaços comuns como o refeitório e a biblioteca passam para onde agora era o jardim-de-infância.

A Escola do Falcão dedicará um espaço particular aos mais pequenos, com três salas para 50 crianças; um espaço para os primeiros anos do ensino básico, com cinco salas – uma delas destinada à Unidade de Multideficiência, com instalações sanitárias adaptadas e sala de relaxamento escurecida -, e um terceiro espaço, no primeiro piso, com três salas para os anos mais avançados da escola básica.

A intervenção incluiu ainda salas de trabalho para os docentes, direção, administração e gestão, tudo isto em torno de pontos nevrálgicos como os espaços sociais e de convívio, a receção e a sala polivalente.

No exterior da Escola do Falcão, o recreio vai ganhar uma área de frente em betonilha esquartelada, vai haver betão poroso em torno do edifício e algumas zonas terão piso em EPDM (borracha), além de relva sintética no campo de jogos. O jardim-de-infância vai receber divertimentos infantis e para o primeiro ciclo será criada uma zona de lazer com bancos e um campo para a prática de basquetebol. A juntar a isto, haverá, ainda, um novo recreio coberto e a garantia, da parte do arquiteto responsável, Nuno Torres, de que serão mantidas “praticamente todas as árvores”.

A grande inovação está na implantação de coberturas verdes, na ligação da recolha de águas pluviais a uma charca situada na horta comunitária ao lado da escola, e na colocação de uma estrutura para suporte de uma parede verde que terá efeitos de sombreamento das salas. Para o arquiteto, estas soluções, “além de pedagógicas, trarão mais-valias económicas e ambientais”.

“JUSTA E INDISPENSÁVEL” INTERVENÇÃO NA ESCOLA, NA ENVOLVÊNCIA E EM TODA A CAMPANHÃ

 Mas, as mudanças não serão apenas na Escola do Falcão, mas também na sua envolvência. O arquiteto paisagista José Miguel Lameiras mostrou como será transformada a Alameda de Cartes com a criação de um parque que vai salvaguardar a segurança e comodidade de quem faz o caminho a pé para levar as crianças à escola.

O parque já havia sido anunciado em novembro do ano passado, inserido na estratégia para o aumento das áreas verdes, e é criado no âmbito do URBiNAT. Corresponde a um investimento de 1,4 milhões de euros, financiado pelo programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia, mas o Município também entrará em parte das contas. Propõe-se criar um contínuo urbano arborizado e uma rede de caminhos pedonais, apta também para pessoas com mobilidade reduzida.

Sobre a matéria da insegurança causada pelos automóveis, o presidente da Câmara do Porto lembrou que a próxima fase do Metro do Porto, a linha de Gondomar, prevê que as carruagens ali passem à superfície, atenuando o problema. Perante a questão dos encarregados de educação relativa à criação de estacionamento, o vice-presidente, Filipe Araújo, assumiu que a solução poderá passar pela criação do sistema kiss&ride, que já está em vigor em várias zonas escolares e valeu uma distinção do Município..

Para além dos membros do Executivo municipal, estiveram ainda presentes na sessão de apresentação o presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, Ernesto Santos, e o presidente do Agrupamento de Escolas do Cerco, Manuel António Oliveira.

 

Texto: Cláudia Brandão (Porto.) / Etc e Tal jornal

Fotos: Porto.

 

01ago21

 

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