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Município do Porto cede antiga Central de Captação de Água do Sousa para criação de centro de inovação

O Município do Porto e a Águas e Energia do Porto cederam a utilização da antiga Central de Captação de Água da Foz do Sousa para que naquele espaço, hoje abandonado, nasça um centro de inovação e conhecimento. O memorando de entendimento, testemunhado e homologado pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática, foi assinado na manhã do passado dia 2 de julho, pelos presidentes das autarquias do Porto e de Gondomar e pelo presidente do Conselho de Administração da Águas do Douro e Paiva.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirmou que “esta iniciativa é, sem dúvida, entendida pelo Município do Porto como uma importante oportunidade de valorizar a identidade e as singularidades culturais do nosso território”.

Dando “mais um passo crucial para a consolidação da água enquanto fator de afirmação da cidade do Porto e da região Norte”, Rui Moreira sublinhou que esta ação visa, especialmente, “suscitar o interesse dos cidadãos para a importância dos recursos hídricos e para a necessidade de preservação do meio ambiente”.

“Neste centro de excelência, que se assumirá como um importante polo de conhecimento da região, vão, certamente, antecipar-se soluções associadas às alterações climáticas, economia circular, eficiência energética, economia 4.0 e educação ambiental, através das dimensões da investigação, da inovação e do desenvolvimento”, acredita o autarca.

Rui Moreira lembrou ainda que “preservar a identidade cultural, urbanística e arquitetónica da nossa cidade, qualificando os seus tecidos urbanos e valorizando os seus recursos materiais e simbólicos é definido como o objetivo central [do Plano Diretor Municipal]”.

“Só nos lembramos da água quando, por qualquer razão, ela falha e, no Porto, nunca falha”, sublinhou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes. Se assim é, durante quase cem anos essa certeza deveu-se ao trabalho da central que, a partir da Foz do Sousa, garantia o abastecimento de água à região, entre os séculos XIX e XX.

Desativada e degradada pelos anos, a central, classificada como monumento de interesse público, será agora convertida num centro de excelência de valor e conhecimento, promotor de ações de caráter formativo, cultural e científico.

Para o ministro do Ambiente, “o mais fácil é a obra, o mais difícil é o programa”, uma vez que “não queremos fazer aqui um museu. Queremos mesmo ter aqui um centro de saber ligado à água” que deverá envolver universidades, empresas e instituições culturais.

Sendo este “um projeto para a Área Metropolitana do Porto”, João Pedro Matos Fernandes não deixou de enaltecer a “enorme generosidade” da Câmara do Porto e da Águas e Energia do Porto, até aqui detentoras de um espaço que tanto “contribuiu para a valorização da cidade”.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Águas do Douro e Paiva (AdDP), o projeto terá um valor de investimento estimado em oito milhões de euros, assumido por aquela entidade, e o novo centro deverá entrar em funcionamento em 2025. Para José Luís Machado Vale, a intervenção no edifício, para que “o seu funcionamento seja um exemplo de autossuficiência e sustentabilidade”, “reforça a coesão e a qualidade territorial”.

Além do ministro do Ambiente e da Ação Climática, dos presidentes das câmaras do Porto e Gondomar e do presidente do Conselho de Administração da AdDP, marcaram presença na cerimónia o presidente da Águas de Portugal, José Furtado, o presidente da Águas do Porto, Frederico Fernandes e diversos autarcas da Área Metropolitana do Porto.

 

Texto: Cláudia Brandão (Porto.) / Etc e Tal jornal

Fotos: Porto.

 

01ago21

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