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Incidência nos idosos e pressão hospitalar podem aumentar nas primeiras semanas deste mês de setembro

A incidência da Covid-19 nos idosos e a pressão nos serviços de saúde poderão aumentar nas próximas semanas, alerta o relatório semanal de monitorização das linhas vermelhas para o novo coronavírus realizado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“A pressão sobre os cuidados de saúde tem tendência estável a crescente. A mortalidade por Covid-19 tem tendência estável, ainda acima do valor de referência. A manter-se este quadro, a atividade epidémica na população sénior e a pressão nos serviços de saúde poderão aumentar nas próximas semanas”, lê-se no documento.

Os dados mostram que o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 acumulados nos últimos 14 dias foi de 315 casos por 100.000 habitantes, com tendência estável a nível nacional. Apenas no Algarve se observa uma incidência superior ao limiar de 480 casos em 14 dias por 100 mil habitantes (720). Por regiões, o Centro regista um aumento da incidência, enquanto as restantes regiões apresentam uma tendência estável.

O Rt (índice de transmissibilidade) apresenta um valor ligeiramente inferior a 1, “indicando uma tendência estável a decrescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2” a nível nacional (0,99) e nas regiões Lisboa e Vale do Tejo e Algarve. Nas regiões Norte, Centro e Alentejo o R(t)é igual ou superior a 1, o que corresponde a uma “tendência de incidência constante a crescente nestas regiões”

No Norte, esse valor passou de 0,97 para 1,00, e Centro de 1,01 para 1,10. “Estes resultados sugerem uma desaceleração da tendência decrescente da incidência, e o possível início de uma fase de crescimento da incidência na região Centro.”

Quanto ao número diário de casos em Cuidados Intensivos (UCI) no continente, este “revelou uma tendência estável a crescente”, correspondendo a 59% do “limiar crítico” definido de 255 camas ocupadas. O grupo etário com maior número de casos internados em UCI é o dos 60 aos 79 anos.

Nos últimos sete dias, é também indicado, “95% dos casos notificados foram isolados em menos de 24 horas após a notificação”, e foram “rastreados e isolados 81% dos seus contactos”.

Fonte: Últimas Notícias

Foto: José Lago (AFP)

 

HOSPITAL DE CAMPANHA DO S. JOÃO FOI DESMONTADO DEPOIS DE TER ATENDIDO 50 MIL DOENTES…

Em pouco mais de duas horas foi desmontado, na passada segunda-feira (30ago21), o hospital de campanha do INEM, instalado num dos parques de estacionamento do Centro Hospitalar Universitário S. João (CHUSJ), no Porto, onde durante 18 meses trabalharam “mais de 700 profissionais (entre médicos, enfermeiros e agentes operacionais) e onde foram atendidos cerca de “50 mil doentes”, disse Fernando Araújo, presidente do conselho de administração do CHUSJ.

Um momento “simbólico e de esperança na batalha contra a Covid-19”, admitiu o responsável, dando conta que a “a situação está estabilizada em termos de fluxo de doentes” e, por isso, se justifica a desmontagem do hospital de campanha.

As tendas estiveram a funcionar até à passada sexta-feira (27ago21), mas durante os picos da Covid-19 chegaram a trabalhar 24 horas por dia, de forma ininterrupta, com dois polos: um de adultos e outro de crianças. Nos últimos tempos, o hospital de campanha esteve a funcionar nas horas de maior fluxo.

O rastreamento vai, numa fase inicial, continuar a ser feito nos contentores, mas a perspetiva é que nos próximos meses passe a ser integrando no circuito normal do hospital.

Texto: Marta Neves (JN) / Etc e Tal jornal

Foto: Pedro Granadeiro /Global Imagens

 

PAÍS DEIXOU DE ESTAR EM “ESTADO DE CALAMIDADE, PASSOU PARA O DE “CONTINGÊNCIA”, E JÁ CONTA COM NOVAS MEDIDAS PARA O (GRADUAL) DESCONFINAMENTO

O Executivo, que esteve, no passado dia 20 de agosto, reunido em Conselho de Ministros extraordinário, depois de Portugal ter atingido a meta dos 70% da população vacinada, anunciou, em conferência de imprensa, realizada por Mariana Vieira da Silva, que chefia o Governo enquanto António Costa está de férias, que “chegou o momento de passar à próxima fase” de desconfinamento, a qual se iniciou no passado dia 23 de agosto…  O País deixou de estar em estado de calamidade e passa a estar em estado de contingência e as regras são aplicáveis a todo o território nacional.

 Medidas gerais a manter:

-Comércio, restauração e espetáculos culturais com horários normais (limite das 2h00) e regras da DGS;

-Certificado ou teste negativo exigido em: viagens por via área ou marítima; estabelecimentos turísticos e alojamento local, restaurantes no interior, ao fim de semana e feriados; ginásios para aulas de grupos; em Termas e Spas; Casinos e Bingos. Também se exige certificado em eventos culturais, desportivos ou corporativos com mais de mil pessoas em ambiente aberto ou 500 pessoas em ambiente fechado; casamentos e batizados com mais de 10 pessoas.

A fase 2 do desconfinamento prevê:

-Restaurantes, cafés e pastelarias: oito pessoas por grupo no interior e 15 pessoas por grupo em esplanadas;

-Espetáculos culturais com 75% da lotação;

-Casamentos e batizados com lotação de 75%;

-Transportes públicos sem limites de lotação (passa a ser permitida a utilização dos bancos dianteiros no transporte em táxi e no transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica);

-Serviços públicos sem marcação prévia a partir de 1 de setembro;

-A ocupação, permanência e distanciamento físico relativa à afetação dos espaços acessíveis ao público passa a ter máxima indicativa 1 pessoa por cada 12,5 m2.

 

RUI MOREIRA: “A CIDADE FICA A PERDER” SEM O CENTRO DE VACINAÇÃO DO “QUEIMÓDROMO”…

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, fez um ponto de situação sobre o centro de vacinação drive-thru instalado no Queimódromo, notando que esta estrutura “é importante e tem sido importante para a população”.

Numa conferência de imprensa realizada ao final da tarde do passado dia 19 de agosto, nos Paços do Concelho, o autarca assegurou que a Câmara do Porto “vai continuar a disponibilizar meios para que o centro de vacinação continue a funcionar”. “Agora é ainda mais necessário”, frisou Rui Moreira, sublinhando que “é normal e razoável que o centro de vacinação volte a funcionar.”

As inoculações no centro de vacinação instalado no Queimódromo foram suspensas na semana passada, após ter sido registada uma quebra na cadeia de frio. “Houve um problema, que também já surgiu noutros centros de vacinação. Decidiu-se suspender temporariamente, a meu ver bem”, afirmou Rui Moreira, garantindo que respeitará a decisão do coordenador da task-force de vacinação contra a Covid-19: “Se o vice-almirante disser que não há condições, acataremos. Não estou a colocar em questão a competência do Ministério da Saúde e da task-force”, vincou o autarca.

“Tenho o maior dos respeitos pelo senhor vice-almirante Gouveia e Melo. Se ele decidir que o centro não deve funcionar porque houve quebra de protocolo, respeito perfeitamente. Mas acho que a cidade fica a perder. É importante e tem sido importante para a nossa população”, reiterou.

Acompanhado pelo vereador da Habitação e Coesão Social, Fernando Paulo, o presidente da Câmara do Porto lembrou que a autarquia disponibilizou os recursos necessários para a vacinação no Queimódromo, na sequência da parceria estabelecida entre o Município, a Administração Regional de Saúde do Norte, o Centro Hospitalar Universitário de São João e a Unilabs: “Apoio logístico na montagem do centro de vacinação, meios da Proteção Civil e da Polícia Municipal, e transporte das vacinas em segurança de e para o centro de vacinação do Queimódromo, nos termos das normas da Direção-Geral da Saúde.”

“Disponibilizamos o recinto, a limpeza e manutenção, e uma ambulância. Tem sido um grande esforço, e a vacinação em Portugal tem corrido muito bem. A Câmara do Porto não inventou nada. Os centros em drive-thru são uma solução testada noutros países”, afirmou Rui Moreira. “Este sistema parece-nos bom, a Unilabs não faturou nada à Câmara do Porto, e entre 8 de julho e 11 de agosto de 2021 foram administradas no Queimódromo 12.500 vacinas”, concluiu.

Texto e fotos: Porto. / Etc e Tal jornal

 “VALIDADA” VACINAÇÃO NO QUEIMÓDROMO OCORRIDA NOS DIAS 09 E 10 DE AGOSTO

A DGS informou, no passado dia 24 de agosto, que a vacinação contra a Covid-19 ocorrida no centro do Queimódromo do Porto, entre os dias 9 e 10 de agosto, foi “considerada válida, após a análise do Infarmed”.

Em comunicado, a autoridade esclareceu que os utentes que foram inoculados nesses dias “não terão de repetir a vacinação”.

“O Infarmed concluiu que, (…), não se verificou impacto na qualidade, estando assegurados os parâmetros de segurança e eficácia exigíveis. Por essa razão, considera-se que estes cidadãos contam com processos de vacinação válidos e que aqueles que já tiverem completado o seu esquema vacinal terão acesso ao certificado digital”, é explicado.

Ou seja, de acordo com a DGS, os certificados digitais emitidos às “875 pessoas vacinadas” naquele centro, nos dias em causa, “foram considerados válidos”.

“A partir de ontem, 23 de agosto, 40 pessoas que receberam a vacina Comirnaty, da BioNTechPfizer, e 835 pessoas que receberam a vacina da Jassen ficaram elegíveis para obter um certificado digital Covid válido”, é ainda acrescentado.

É de recordar que o centro de vacinação do Queimódromo do Porto encontra-se com a atividade suspensa desde o dia 12 de agosto, depois de ter sido detetada uma alegada falha na cadeia de refrigeração de cerca de mil vacinas, por causas ainda a ser investigadas pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde.

 UNILABS CONFIRMOU “PROBLEMA” NO FRIGORÍFICO DAS VACINAS

Os laboratórios Unilabs confirmaram ter havido “um problema” no frigorífico de armazenamento das vacinas no centro de vacinação do Queimódromo, no Porto, tendo o mesmo sido resolvido logo que detetado.

“A Unilabs confirma ter havido uma falha na cadeia de frio no centro de vacinação do Queimódromo, no Porto. A situação foi prontamente resolvida assim que detetada”, referiu fonte oficial da Unilabs.

Por este motivo, a vacinação contra a covid-19 no Queimódromo do Porto foi suspensa pela coordenação da task-force e pedida uma investigação à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), foi esta quinta-feira anunciado.

A Unilabs explicou que “o problema ocorreu no frigorífico de armazenamento das vacinas, tendo a sua causa sido já devidamente analisada, interna e externamente, com as medidas de mitigação e reforço da prevenção desta ocorrência a serem postas em prática”.

Foram ainda alertadas as autoridades de saúde competentes no processo de vacinação para poderem ser postos em prática os protocolos necessários de salvaguarda de todos os utentes, acrescentou.

“Temos, neste momento, as nossas equipas no terreno, com os demais parceiros do centro de vacinação do Queimódromo, estando operacionais a partir deste sábado para que, se as autoridades de saúde e a Task-Force assim o entendam, possamos continuar a apoiar o país no esforço de vacinação”, concluiu a fonte.

 

01set21

 

 

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