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Um obrigado ficava bem…

O discurso de António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, primeiro-ministro de Portugal, primou pela completa ausência de referência às forças de segurança que trabalharam arduamente, sem compensação e muito sacrifício, durante as fases mais duras da pandemia que assolou Portugal e o mundo.

Dos profissionais de saúde às Forças Armadas. Dos profissionais do setor da cultura aos que nunca pararam de trabalhar. Dos “autarcas de todos os partidos” a “todos os portugueses em geral”. E por aí adiante, António Costa dedicou quase os 10 minutos iniciais do seu discurso no congresso do Partido Socialista a agradecer aos que contribuíram para o combate à pandemia da Covid-19 e aos que sofreram as suas consequências.

Esteve bem em todos os agradecimentos, mas “esqueceu-se” de nós, polícias. “Esqueceu-se” talvez para não lembrar a falta de pagamento do subsídio de risco extraordinário Covid não ter chegado a nenhum polícia.

Omitiu o trabalho da PSP talvez para não recordar a proposta de má-fé do Governo em relação ao suplemento de risco. Mas elogiou o seu ministro que continua a fazer de Portugal um país seguro… Um milagre feito à custa da vida pessoal de todos os profissionais de segurança deste país.

O secretário-geral do PS que é também o primeiro-ministro de Portugal continua a zelar pelos seus. Dos polícias é que não cuida. Nem um obrigado merecemos.

 

ENTRE A MISSÃO E O PAGAMENTO 

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) após a disponibilização dos recibos de vencimento dos seus profissionais, referentes ao mês de agosto, pôde constatar o total desequilíbrio entre as obrigações da missão policial e a respetiva compensação.

Para além das restrições e limitações que nos foram e são impostas nestes cenários, no campo dos direitos, e após ter sido processada legislação para que se consagrasse a compensação aos profissionais das forças de segurança – tal como a outros setores essenciais do estado – a efetivação desta medida apenas reconheceu um número residual de polícias. Em alguns casos, os valores pagos apesar de reduzidos traduziram-se em prejuízo real, por via da carga fiscal.

Alertamos desde o início para a limitação que a legislação consagrava.

Profissionais que estiveram em fiscalizações Covid, outros que no desempenho do seu serviço no carro patrulha, em equipas de intervenção rápida, atendimento ao público, na Unidade Especial de Polícia, fiscalizações de trânsito, pessoal adstrito à fiscalização, pessoal afeto aos aeroportos, pessoal que realizou serviços remunerados em hospitais e em locais de vacinação, ainda pessoal de apoio operacional chamado ao terreno ficaram excluídos da compensação.  Mais uma vez fomos e somos chamados a trabalhar sem receber.

19ago21

 

PRÉ-APOSENTAÇÃO AUTORIZADA… MAS SEM DATA

A Direção Nacional da PSP (DNPSP) emitiu um despacho interno, a 26 de julho, a autorizar dezenas de polícias com mais de 60 anos a passar à pré-aposentação.

Problema: estes polícias continuam no ativo e quando questionaram os serviços administrativos da PSP foi-lhes comunicado não existir qualquer instrução para passarem imediatamente à pré-aposentação.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) questionou a DNPSP e não obteve uma resposta clara e cabal para este problema que afeta psicologicamente os visados e coletivamente o trabalho policial.

Uma vida de trabalho dedicado a servir a instituição e os cidadãos deveria, no entender da ASPP/PSP, terminar com mais diálogo, dignidade e respeito pessoal e também institucional.

 17ago21

 

 

Texto: ASPP – Press / Etc e Tal jornal

 

01set21

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