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Participação do nadador Ivo Rocha nos “Jogos Paralímpicos Tóquio 2020” honrou projeto de Natação Adaptada “Feira Viva”

A participação dos nadadores portugueses nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020, que, a exemplo dos Jogos Olímpicos nesta mesma cidade japonesa, se realizaram após um atraso de um ano devido à pandemia, durante os dias 25 de agosto a 5 de setembro, resultou, na disciplina de Natação Adaptada, “num balanço muito positivo”, como afirmou em comunicado a Federação Portuguesa de Natação (FPN), realçando que “a participação dos nadadores portugueses honrou o país”, destacando mesmo alguns dos atletas da seleção nacional que chegaram a finais, como: Ivo Rocha, Daniel Videira, Marco Meneses e Diogo Cancela, da equipa nacional que contou ainda com David Grachat e Susana Veiga.

 

José Lopes

(texto)

 

 

Estes seis nadadores portugueses competiram em quinze provas onde foram batidos cinco recordes nacionais, o que levou a Direção Técnica da Disciplina de Natação Adaptada da FPN a concluir que, “o trabalho desenvolvido pelos nadadores, numa seleção renovada e que garantem um futuro promissor, queiram os pressupostos institucionais para o alto rendimento assegurar as condições para que tal aconteça. Tenhamos consciência que a excelência não foi a marca dominante, e que o sentimento é de dever cumprido com a qualidade um pouco aquém do desejável”, refere esta Direção Técnica, acrescentando que no “cômputo geral”, a participação nestes Jogos Paralímpicos, foi “bem positiva para a Natação Portuguesa e um momento de aprendizagem para todos que trarão frutos mais maduros e estruturados para o futuro da natação adaptada”.

Ivo Rocha

Entre as melhores classificações dos atletas portugueses que conquistaram Diplomas Paralímpicos, destacou-se ainda a prestação do nadador Ivo Rocha, atleta do Projeto de Natação Adaptada desenvolvido pelo Feira Viva, com direção de Carla Cardoso, que integrou o lote de treinadores das oito modalidades que estiveram presentes em Tóquio com a Natação. Carla Cardoso simultaneamente treinadora de Ivo Rocha, acompanhou prova a prova, a participação dos nadadores portugueses da Natação Adaptada e os seus resultados, como a estreia de Ivo Rocha nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, e a conquista do oitavo lugar na final da prova dos 100m Bruços SB5, com o tempo de 1:44.65 minutos.

Um feito que deixou os portugueses, mas também a comunidade do Feira Viva, duplamente orgulhosa ao ter terminado as eliminatórias igualmente no 8.º lugar aos 1:43.06 minutos. Prestações deste nadador que nas declarações à imprensa, se mostrou “muito feliz”, como declarou no final da sua competição, para a qual tinha sido chamado à última hora, depois de uma distribuição de quotas. Foi “um sonho tornado realidade”, a sua participação na final, reconheceu então o atleta.

Um sonho de Ivo Rocha, que o nosso jornal teve oportunidade de partilhar na edição de 1 de agosto, em que Carla Cardoso, diretora e treinadora da Natação Adaptada do Feira Viva, nos afirmou a propósito da participação do seu atleta no Campeonato Europeu que se tinha realizado em maio na Madeira, que, “após o adiamento do Europeu Open de natação paralímpica de maio de 2020 para 2021, devido ao estado pandémico da covid-19 a nível mundial, adicionado ao facto do Ivo Rocha como atleta de alto rendimento ter tido a sua última participação numa prova internacional em agosto de 2019 (Mundial Paralímpico em Londres) e estar 100% focado no objetivo (de ocupar uma das vagas para “Tokyo 2020/21”), a sua participação foi “a oportunidade competitiva” em quase dois anos de suspensão competitiva”. Acrescentando que, “o Ivo Rocha teve uma preparação muito exigente não só fisicamente (devido à paragem forçada de março a maio de 2020) mas acima de tudo a nível mental e emocional, pois as incertezas da realização de eventos desportivos internacionais, momentos competitivos nacionais e regionais foram sempre muitas!”.

Ivo Rocha acabou com reconhecido mérito, por ser chamado a integrar as quotas impostas pelo Comité Paralímpico Internacional (IPC), e assim representar a Seleção Nacional e o Feira Viva na final dos 100 metros bruços SB5, obtendo um Diploma Paralímpico, na prova em que Andrei Granichka, do Comité Paralímpico da Rússia, arrecadou o ouro e estabeleceu novo recorde do mundo (1:15.13).

 

Fotos: Feira Viva/Facebook

 

01out21

 

 

 

 

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