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Rui Moreira: “A comunicação da abertura da exposição que está a decorrer na Extensão do Romantismo foi feita de forma inadequada”…

 A Extensão do Romantismo do Museu da Cidade, recentemente aberta, foi objeto de discussão na reunião de Executivo do passado dia 06 de setembro. Ainda no período antes da ordem do dia, o assunto foi abordado pelo Executivo Municipal, num debate sobre este espaço que convoca a memória e a presença do Romantismo na cidade.

Questionado pela oposição sobre o teor desta intervenção, o autarca reconheceu que a comunicação da abertura da exposição que está a decorrer na Extensão do Romantismo foi feita de forma inadequada, garantindo ao Executivo Municipal que nenhum do investimento foi perdido e destacou o trabalho de requalificação feito neste equipamento:

“Quando chegámos o Museu Romântico estava numa situação de total penúria, não tinha as mínimas condições. Foram feitas obras infraestruturais e de recuperação de conteúdo”, recordou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

“Nada foi perdido. Quando foram feitas estas obras, foi feita uma profunda alteração cenográfica do que lá estava exposto. Os museus vestem-se e despem-se. E voltam a vestir-se e a despir-se”, sublinhou o autarca.

Uma opinião convergente com a do diretor do Museu da Cidade, Nuno Faria, que havia notado que “os museus passam por fases de transformação ao longo do tempo”.

Odete Patrício, do PS, começara por lamentar o que entendeu como a substituição do Museu do Romântico “por uma galeria de arte contemporânea”. “Não faltam à cidade espaços para apresentar arte contemporânea”, disse.

“O que lá está não é arte contemporânea. Os desenhos de Teixeira de Pascoaes. O Herbário. Exaltar Júlio Dinis é, a nosso ver, a representação do Romântico na cidade. Esta ideia de que a arte contemporânea não se pode misturar é limitativa”, respondeu Rui Moreira.

“Aquilo que pretendemos fazer é uma Extensão do Romantismo que, de alguma maneira, reinterpreta o pensamento de Manuela de Melo em 2001. Quando define os caminhos do Romântico, ela queria fazer a ligação a todos aqueles espólios, é aquilo que nós queremos fazer. Por alguma razão se reabriram já os jardins da Casa Tait, reabilitados, que estavam fechados ao público”, relembrou o presidente da Câmara do Porto.

É, no fundo, um passo para a concretização desse projeto antigo, acrescentou Rui Moreira: “Aquele contínuo, através da Macieirinha, e que vai pelos Jardins do Palácio de Cristal, também restaurados, e até à Casa do Roseiral, que também pretendemos abrir ao público sempre que possível, já no outono, é explicar que aqueles são os caminhos do Romântico da Manuela. Que ela idealizou e que nunca foram concretizados.”

“Precisamos de ter algo que nos diferencie das outras cidades”, vincou, pela CDU, Ilda Figueiredo. “Não me quero pronunciar sobre o conteúdo da exposição que lá está, que é interessante. Mas podia ser exposta noutro sítio, não ali, ou num diálogo com o que lá estava”, acrescentou.

Álvaro Almeida, do PSD, reiterou que houve um “erro claro de comunicação”. “Espero que brevemente se reponha a ideia do Museu Romântico, mudando salas, mantendo outras. Independentemente do que venha a ser a Extensão do Romantismo, não deve perder-se a componente que existia, da casa burguesa do século XIX”, concluiu.

 

Texto e foto: Porto. / Etc e Tal jornal

 

01out21

 

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