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Design da terceira geração dos veículos do Metro do Porto já está traçado

Depois do ET e do TT, marcadamente amarelos, vem aí o CT (abreviatura de CRRC Tram), com predominância do cinzento e de linhas de grande dinamismo e modernidade. A definição plástica e cromática dos 18 novos veículos da frota, com os tons mais neutros a tomarem o lugar principal, resultou de um estudo aprofundado.

Uma equipa pluridisciplinar da Metro do Porto, integrando arquitetos, especialistas em material circulante, design e operação, trabalhou intensamente ao longo dos últimos onze meses em conjunto com fabricante CRRC e alguns consultores externos no desenvolvimento do design exterior e interior do novo veículo.

O resultado é um veículo totalmente amigável e “sorridente”, mantendo as cores cinzentas e o amarelo, com amplas áreas envidraçadas e acessibilidade total. “Quisemos manter a nossa identidade e a nossa marca visual, mas dar um salto em frente, um novo impulso, que está associado a uma nova fase de expansão do Metro do Porto”, explica Joana Barros, a arquiteta que coordenou a equipa de design do CT.

“A diminuição da expressão do amarelo confere mais dinamismo, suavidade e modernidade, ao passo que as linhas arredondadas trazem-nos uma dimensão de maior velocidade e de mais movimento. Por outro lado, trabalhámos a iluminação frontal e chegámos quase ao desenho um sorriso, que foi possível compatibilizar com as exigências técnicas e regulamentares. Este Metro vai ter uma presença amigável no território, cruzando-se com a vida da cidade”, acrescenta.

O veículo 3.0 do Metro do Porto destaca-se pelas formas aerodinâmicas – ao encontro do lema “A Vida em Movimento”, mas igualmente pela acessibilidade. Neste particular, as sete portas duplas de cada lado do CT são também um grande avanço. Depois das 6 portas do Eurotram (o primeiro veículo chegou ao Porto em Maio de 2001, mais de um ano antes da abertura da Linha Azul), e das quatro portas de cada lado do Tram-train (que opera desde 2010 nas Linhas Vermelha e Verde), o novo veículo, que tem sensivelmente os mesmo 35 metros que os “irmãos mais velhos”, as suas sete portas e a disposição do interior representam uma grande acessibilidade, favorecendo a fluidez e a facilidade de entrada e saída de passageiros.

Os 18 veículos de metropolitano ligeiro contratados ao fabricante chinês CRRC Tangshan em Janeiro de 2020, representam um investimento de 49,6 milhões de euros, totalmente financiado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e da Ação Climática. Aqui se inclui, também, a sua manutenção por um período de cinco anos.

Não obstante os impactos da pandemia na economia global terem originado um acerto de prazos, as novas composições da frota do Metro começarão a ser entregues já no segundo semestre de 2022. Ou seja, ainda antes de concluído o alargamento da rede, com a Linha Rosa entre S. Bento e a Casa da Música, e o prolongamento da Linha Amarela entre Santo Ovídio e Vila d’Este. A frota do Metro do Porto passará a contar com 120 unidades – 72 ET, 30 TT e 18 CT.

 

Texto e foto: Metro do Porto / Etc e Tal jornal

 

01nov21

 

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