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Autoridades Metropolitanas Europeias reuniram no Porto – Declaração política impulsiona a criação de “Áreas Neutras para o Clima… verde, inteligente e resiliente”

Representantes de diversas áreas metropolitanas juntaram-se, no pretérito dia 12 de novembro, na Alfândega do Porto para debater a recuperação financeira pós-Covid-19 e a transição para cidades mais sustentáveis e inteligentes. Da sexta edição do Fórum das Autoridades Metropolitanas Europeias saiu a Declaração Política do Porto que assume o objetivo de “Impulsionar Áreas Metropolitanas Neutras para o Clima: Verde, Inteligente e Resiliente”.

Como anfitrião na primeira vez em que o fórum se realiza em Portugal, o presidente da Câmara do Porto lembrou que “quando olhamos para o que está a acontecer nas áreas metropolitanas pela Europa fora, vemos que as cidades têm um papel vital na mudança”.

Mudanças trazidas pelos desafios que representam as alterações climáticas, a descarbonização, a transição digital, mas também a migração, o desperdício ou os níveis de produção nas cidades são, acredita Rui Moreira “fantásticas”.

“Queremos viver como seres humanos, ter a capacidade de criar, de gerar novas oportunidades, de enfrentar alguns destes perigos”, afirma o presidente da Câmara do Porto, falando num “equilíbrio improvável”.

“De todas as vezes que a Humanidade enfrentou desafios como estes, há aqueles que temem, aqueles que pensam que é o fim do mundo, aqueles que acham que vão acontecer desastres, e há outros, e eu acho que a maioria de vocês faz parte desses outros, que acreditam que estes desafios só nos podem tornar melhores”, concluiu Rui Moreira na sessão de boas-vindas, na esperança de que “no final do dia saiam com uma visão otimista e, ainda assim, cautelosos em relação aos desafios com que somos confrontados”.

EDUARDO VÍTOR RODRIGUES:QUEREMOS SER PARCEIROS FUNDAMENTAIS NO DESENVOLVIMENTO DA EUROPA

Enquanto presidente da Área Metropolitana do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues referiu-se às diferentes realidades entre áreas urbanas e mais rurais na zona como “o equilíbrio do desenvolvimento”. “As áreas metropolitanas têm base na diversidade e não no poder das grandes cidades”, afirmou o também presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia.

“Queremos ser parceiros fundamentais no desenvolvimento da Europa, das suas cidades e da sua população”, refere Eduardo Vítor Rodrigues, enaltecendo a importância de “clarificar a nossa agenda metropolitana”, mas também do “papel dos parceiros sociais e dos governos no desenvolvimento de políticas inovadoras, usando com inteligência os fundos europeus”. “Temos que trabalhar muito para o fazer”, concluiu.

DECLARAÇÃO POLÍTICA DO PORTO PARA A NEUTRALIDADE CLIMÁTICA

A sessão inaugural na Alfândega do Porto assistiu, ainda, à intervenção do vice-presidente das Relações Internacionais e Cooperação da Área Metropolitana de Barcelona, Ernest Maragall i Mira, que assumiu que “o nosso objetivo é adotar o diálogo entre os representantes políticos e ter um maior reconhecimento das áreas metropolitanas a nível das instituições europeias”.

“Somos a ligação que falta entre os Estados, as cidades, as aldeias, e as populações”, afirmou o catalão, para quem “o esforço que temos feito pelos nossos meios” a enfrentar desafios como a pandemia ou as alterações climáticas “deve ser sustentado por corresponsabilidades e financiamento da União Europeia”.

ALEXANDRA LEITÃO: “AS ÁREAS METROPOLITANAS FORAM INSUBSTITUÍVEIS NA RESPOSTA DADA À PANDEMIA

No final da sessão, a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, deixou a certeza de que “não há uma resposta pública forte e efetiva sem os governos locais, e as áreas metropolitanas foram absolutamente insubstituíveis na resposta dada durante a pandemia”, como o são na prossecução dos objetivos do Pacto Ecológico Europeu e da neutralidade carbónica até 2050, e “na prestação dos serviços de proximidade”.

Antes de iniciar os trabalhos, os representantes de mais de 20 áreas metropolitanas assinaram a Declaração Política do Porto, onde assumem o compromisso de reforçar a liderança no combate às alterações climáticas, impulsionar a neutralidade climática, implementar métodos inovadores para responder às necessidades locais, agir em questões de transição digital, transição ecológica, recuperação económica e coesão social, usar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) envolvendo os diversos parceiros, reivindicar um maior envolvimento na implementação do PRR, e, por fim, apelar às instâncias internacionais a garantia de abrigo a refugiados afegãos, acompanhado de recursos e apoio económico às áreas que os recebam. O fórum contou ainda com a intervenção de Elisa Ferreira, comissária europeia para a Coesão e Reformas, com o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, a encerrar o dia de trabalhos.

 

Texto: Porto. / Etc e Tal jornal

Fotos: Filipa Brito (Porto.)

 

01dez21

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