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Divergências com Tiago Barbosa Ribeiro leva vereadora Catarina Santos Cunha, eleita nas listas do PS, passar a independente

A vereadora da Câmara do Porto, Catarina Santos Cunha assumiu o estatuto de independente e fez questão de sublinhar que saiu do grupo socialista por divergências com o líder da concelhia do Porto, Tiago Barbosa Ribeiro.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a 08 de novembro último, Catarina Santos Cunha afirmou que “após profunda ponderação”, decidiu “ abandonar o grupo de vereadores do PS” e manter a sua “presença na Câmara Municipal do Porto como vereadora independente, podendo contribuir de forma construtiva e participativa para o futuro da minha cidade, o Porto.

 “ATUAL FORMA DE FAZER POLÍTICA DO PS ESTÁ ASSENTE NA AUSÊNCIA DE DIÁLOGO…

De acordo com a vereadora (sem pelouro) – eleita com mais dois vereadores nas listas no PS nas eleições autárquicas realizadas no passado mês de setembro -, a razão da sua desvinculação prende-se com o modo como Tiago Barbosa Ribeiro que foi candidato à presidência da autarquia, “tem liderado a oposição na câmara”.

“A oposição socialista no Porto não passa de um conjunto de posições ‘do contra’, que resultam de uma imposição vertical de Tiago Barbosa Ribeiro e da cúpula concelhia do PS-Porto”, afirmou. A atual forma de fazer política do partido “está assente na ausência de diálogo e de envolvimento dos vereadores eleitos”, referiu.

Catarina Santos Cunha sente-se, dessa forma, “excluída daquilo em que tentou participar”, juntando-se a estas atitudes “uma enorme falta de disponibilidade de Tiago Barbosa Ribeiro, pois está sempre com pressa de ir para Lisboa, que é onde está a sua grande ambição política”, denunciou ainda.

Mais: a vereadora, agora independente, ressalvou que a postura do “atual PS-Porto” é “completamente diferente” da anterior vereação liderada pelo eurodeputado Manuel Pizarro, onde “era ouvida, acompanhada e incluída nas iniciativas. Com Tiago Barbosa Ribeiro tudo mudou”, e dá como exemplo o que aconteceu na reunião de preparação da primeira reunião de câmara, pois percebi que estava completa e profundamente desalinhada com o grupo de dirigentes que foi convidado a discutir os pontos que iriam a votação. Tudo muito agressivo, pouco construtivo e apenas focado em ser do contra”, vincou.

PS: “NÃO HÁ EXCLUSÃO DE NENHUM ELEITO DE NENHUM ÓRGÃO

O PS-Porto, em reação, deu a conhecer uma nota, manifestando “surpresa e estranheza” quanto à decisão tomada pela vereadora.

“Não houve qualquer diálogo prévio que fizesse antever esta decisão, nem tão-pouco que a justifique: não existiram quaisquer divergências que sustentem esta decisão, e que, por isso, não são enunciadas no comunicado”.

“O processo de decisão de todos os sentidos de voto é feito de forma participada por todos os eleitos. Não há exclusão de nenhum eleito de nenhum órgão. As decisões resultam desse diálogo, do património de posições do PS no Porto e do programa que apresentámos a eleições”, escreve a concelhia socialista.

 

Texto: Etc. e Tal jornal

Fotos: pesquisa Web

 

01dez21

 

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