Assumindo que “é da condição humana valorizar apenas quando perdemos ou quando estamos longe. (…) porque a distância física fez com que ao regressar descobrisse sempre algo novo”, a arquiteta Sofia Redes Martins, natural de Ovar, autora do trabalho fotográfico da exposição “Ovar, o triângulo perfeito entre a Ria, a Floresta e o Mar” que pode ser vista no Posto de Turismo do Furadouro até 31 de julho, assume, referindo-se também ao catálogo de fotografia integrado neste projeto que tem o apoio da Câmara Municipal de Ovar e Cherry Blossom, cofinanciado pela COMPETE 2020 e Portugal 2020 da União Europeia, que, “o trabalho de fotografia que trago agora à estampa teve como inspiração o triangulo mágico de Ovar: a ria, a floresta e o mar”, porque, “é precisamente através da fotografia que pretendo apresentar o meu olhar sobre a minha cidade, o meu concelho”.
José Lopes
(texto e fotos*)
Nesta primeira exposição de fotografia de Sofia Redes Martins, inaugurada no dia 1 presente mês de julho, o “triângulo” das grandes áreas de valorização e promoção paisagística e ambiental (mar, ria e floresta) que ao longo de décadas vêm caraterizando o concelho de Ovar como as suas riquezas naturais também do ponto de vista turístico e do lazer, que estão muito presentes nas imagens e nas palavras a propósito do evento. Como as do vereador da Cultura Alexandre Rosas do Município de Ovar, quando afirma, que, “Ovar é garantidamente um território de excelência, com múltiplas valências e lugares mágicos capazes de atraírem o nosso olhar e deliciarem as lentes dos fotógrafos”.
Visitar tal certame, é usufruir de momentos de “serenidade”, de “encontro”, de “equilíbrio”, de “tempo”, de “caminho”, bem como de “texturas, de “sombras”, de “reflexo”, do “imenso” mar, das “dunas”, mas sobretudo da “Mãe” (natureza). Olhares de Sofia Redes Martins que, “aliada à minha profissão de arquiteta, nasceu também a paixão por outras artes, nomeadamente a fotografia, que ganhou desde cedo lugar muito especial na minha necessidade criativa”.
Ao afirmar que, “decidi voltar ao mar, à ria e à floresta, desta vez com um olhar de ver e de sentir, de dar sentido ao que sinto através da máquina fotográfica”, Sofia Redes Martins admite que, neste regresso a Ovar em que viveu as duas primeiras décadas da sua vida, o projeto agora exposto, seja igualmente, “um (re)conhecimento de espaços, sítios e lugares, de memórias e histórias”.
Sofia Redes Martins é natural de Ovar. Licenciada em arquitetura pela Universidade Lusíada do Porto (2002) e mestre em arquitetura sustentável (pré-Bolonha) pela mesma universidade (2009).
Entre 2002 e 2014 trabalhou em municípios e ateliers, desenvolvendo projetos para Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Namíbia e Brasil.
A partir de 2014, “o seu universo pessoal criativo e o seu fascínio pelas artes e cultura – que a levaram à arquitetura – motivaram-na a lançar-se num projeto seu em que todos estes domínios fossem transversais no seu dia-a-dia”, segundo a biografia na folha de sala da exposição.
(*)com Ovar/Cultura
13jul22






