O Parque de S. Roque, verdeiro ‘pulmão verde’, da zona oriental da cidade, está, a partir de hoje (01set22) com mais 1,2 hectares de terreno, a juntar aos quatro hectares já existentes.
O renovado parque foi visitado, na manhã deste primeiro de setembro, pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, acompanhado pelo vice-presidente da autarquia e vereador do Ambiente e Transição Climática, Filipe Araújo, além de outros membros do executivo camarário.
Ursula Zangger
(fotos)
Local de referência da zona oriental do Porto, mais concretamente, da freguesia de Campanhã, o Parque de S. Roque, sofreu importantes inovações, a começar pela sua ampliação (os tais 1,2 hectares a entrar em zona de mata, previamente inacessível aos visitantes), mas passando também por intervenções de ordem mais ‘técnica’, como a substituição dos eucaliptos por espécies autóctones, e a reabilitação de todos os caminhos internos. Para além das 1020 árvores já existentes, foram plantadas ainda mais 210.
A reabilitação do local não ficou, porém, por aqui, destacando-se o reforço da iluminação com novos equipamentos e colocação de lâmpadas LED, a substituição e relocalização do mobiliário urbano e a requalificação das principais redes (abastecimento de água, drenagem de águas residuais e pluviais, e distribuição de energia elétrica) e a recuperação da casa dos jardineiros, com todas as condições de conforto e salubridade.
Todas estas intervenções saldaram-se num investimento superior a 1,4 milhões de euros, tornando o espaço mais verde que o que era, e mais agradável e ‘cómodo’ para as muitas pessoas que o visitam e desfrutam de tudo o que o local oferece, como uma forte ligação à cultura, sendo de salientar, neste aspeto, as atividades da Casa de S. Roque.
RUI MOREIRA: “ESTÁ É A CONTINUAÇÃO DA NOSSA INTENÇÃO EM INVESTIR EM CAMPANHÔ
Para Rui Moreira, “esta foi uma oportunidade, por um lado, para ampliar o parque e criar uma zona plana [na parte superior] e, por outro, reabilitar todo o espaço, ou seja, tratamento das árvores, caminhos pedonais, peças arquitetónicas e históricas que aqui existem e que foram totalmente recuperadas, aumentando o espaço de fruição para os visitantes. Esta é a continuação da nossa intenção em investir na zona oriental da cidade, mais especificamente em Campanhã”.
Como atrás se referiu, o Parque de S. Roque tem também uma componente cultural, centrada a mesma na Casa de S. Roque, que para o presente da Câmara Municipal do Porto – que visitou a exposição nela patente, intitulada ‘Warhol, Pessoas e Coisas’ -, “as obras efetuadas permitem também uma maior transparência com a Casa de S. Roque, hoje, já um importante polo, em termos culturais. Atualmente, cerca de trinta por cento dos seus visitantes vem de fora do Porto, consolidando os hábitos de um corredor cultural que pretendemos que exista com o futuro espaço a criar no ex-Matadouro”.
Para já, ficou-se a saber que a já tradicional exposição das camélias poderá ser realizada, para o ano, no Parque de S. Roque, pois segundo Rui Moreira “este sítio tem uma coleção de camélias absolutamente incrível, pelo que é apropriado para a exposição”.
ESTRATÉGIA MUNICIPAL PARA O AUMENTO DE ÁREAS VERDES NA CIDADE *
A beneficiação e extensão do Parque de São Roque enquadra-se na estratégia municipal de adaptação às alterações climáticas, que prevê um aumento de áreas verdes na cidade. Também o Plano Diretor Municipal (PDM), recentemente aprovado, estabelece como objetivo primordial a valorização da estrutura ecológica e da expansão das áreas verdes, tendo em vista o aumento da resiliência da cidade.
O Porto tem, atualmente, em curso uma ambiciosa estratégia de expansão de espaços verdes, que visa duplicar a brevíssimo prazo a área verde disponível para cada habitante, ambição que encontra expressão no PDM e na correspondente proposta de Estrutura Ecológica Municipal. A cidade pretende continuar a desenhar-se de verde, não numa perspetiva estritamente paisagística ou ornamental, mas cada vez mais orientada por critérios e preocupações transversais, cujo desenho concorra para minimizar os efeitos das alterações climáticas.
Os investimentos nas zonas verdes vão continuar, tal como, hoje, garantiu o presidente da Câmara do Porto. Assim, e para além do Terminal Intermodal de Campanhã, recentemente inaugurado, criação do Parque Central da Asprela, reabilitação do Rio Tinto e a expansão do Parque do Parque Oriental, remate a poente do Parque da Cidade, está prevista a construção do futuro Parque da Alameda de Cartes, localizado na interface dos bairros do Falcão, do Cerco e do Lagarteiro e com ligação ao Parque Oriental, criação do Parque Urbano da Lapa com quatro hectares, e do Parque da Ervilha.
Texto: José Gonçalves com Porto.
*Texto (integral): Porto.
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