‘Soluções transformadoras para o desenvolvimento inclusivo: o papel da inovação na promoção de um mundo acessível e equitativo‘, foi este ano (2022) o tema para as comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência assinalado no passado dia 3 de dezembro.
Comemorações desenvolvidas através de diferentes iniciativas, que em meio escolar têm habitualmente como objetivo comum, motivar e sensibilizar as comunidades escolares e educativas para uma maior compreensão dos assuntos relativos à deficiência, bem como, a mobilização para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas com deficiência, seja física ou mental.
José Lopes
(texto e fotos)
Neste âmbito, na escola EB 2.º Ciclo António Dias Simões, as atividades dinamizadas pelos docentes do Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA), em parceria com a biblioteca escolar, envolveram cerca de 400 centenas de alunos a experienciarem a estimulação dos vários sentidos e a trabalharem mensagens sobre a `diferença´, baseadas no livro ‘Elme’.
Das atividades desenvolvidas em ambiente escolar para assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, e no seguimento do projeto dos docentes do CAA, iniciado no ano letivo anterior, que está afixado à entrada da escola com a mensagem, “A escola tem de ser esse lugar em que as crianças têm a oportunidade de ser elas mesmas e onde as diferenças não são escondidas mas destacadas”. Destacou-se o trabalho dos alunos em sala de aula, sobre a abordagem ao livro `Elmer´ de David McKee, obra alusiva à ‘diferença’, e a participação nas atividades que decorreram de 28 de novembro e 6 de dezembro, que tiveram como espaço de encontro e partilha de mensagens, a biblioteca escolar com coordenação da docente Alexandra Marques.
Assim de acordo com a programação, todos os alunos puderam assistir na biblioteca escolar a uma palestra alusiva à ‘diferença’, em que foi abordado ‘o que é ser diferente?’. Temática umbilicalmente ligada ao sugerido livro ‘Elmer’ sobre um elefante xadrez, uma obra do ilustrador britânico David McKee, que, `conta a história de um elefante que vive alegremente entre os elefantes, mesmo sabendo que é diferente de todos. Fá-los rir e todos o aceitam como é, mas mesmo assim Elmer sentia-se incomodado por ser diferente, e por isso decide pintar-se de cinzento.
Mas depressa descobre que isso evita que o reconheçam e não o deixam ser o elefante divertido que sempre foi. Então, percebe que aquilo que o torna único é também aquilo que lhe permite ser – a ele e aos que o rodeiam – mais feliz´, segundo resumo baseado no site ‘edukinclusié”, em que lê ainda, tratar-se de “uma mensagem importante, transmitida de uma forma eficazmente simples – é bom ser diferente e o primeiro passo para uma vida feliz é que a aceitação comece dentro de cada um´. Mensagem que enriqueceu as atividades para comemorar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência dinamizadas em parceria com a biblioteca escolar e os docentes Nuno Bento e Carlos Ferreira da Sala CAA da escola do Agrupamento de Escolas de Ovar, que contou também com a colaboração do coordenador do ensino especial, docente Luís Gonzaga.
Correspondendo aos desafios propostos, no final grupos de alunos / turma escreviam uma mensagem alusiva ao tema para deixar no moral que estava afixado na biblioteca do Elmer. Seguia-se depois a passagem pela sala sensorial que esteve montada de forma a que os alunos experienciassem a vivência na primeira pessoa de três tipos de deficiência, visual, motora e auditiva.
Com olhos vendados, os alunos, acompanhados por docentes e alunos da Sala CAA, puderam exercitar a estimulação dos sentidos tato, audição e cheiro, tentando adivinhar o que estavam a viver. Atividade que incluiu na parte motora andar numa cadeira de rodas e moletas, bem como perceber as dificuldades e barreiras que uma escola pode ter.
Como terceira estação constituída na sala sensorial de acordo com as três deficiências, havia a estação auditiva com música, cuja letra estava em língua gestual, que os alunos tinham que adivinhar. Disponível esteve igualmente a simbologia Braille e uma máquina de escrever, no espaço da sala sensorial em que os alunos eram convidados a “ver com as mãos”.
Dos diferentes desafios propostos para assinalar este Dia, os alunos puderam reter a mensagem em forma de compromisso, em que se afirma: “Uma escola inclusiva é um local em que todos se sentem bem. Para que isso aconteça é preciso sermos solidários e aceitar a diferença. Eu vou apoiar os meus colegas que mais precisam de ajuda. A escola inclusiva só é possível com a colaboração de todos!”.
Às atividades propostas por esta parceria, em coerência com o trabalho desenvolvido pedagogicamente em articulação com o CAA desta escola, a resposta dos alunos e professores que participaram nesta experiencia, “foi bastante positiva”, segundo Nuno Bento, que concluiu, “esperemos ter semeado alguma coisa de positivo nos 400 e tal alunos que passaram por este espaço”.
12dez22











