A partir desta quinta-feira e até 23 de fevereiro, o Batalha Centro de Cinema apresenta uma retrospetiva integral da filmografia de André Gil Mata, que inclui a antestreia nacional de ‘Pátio do Carrasco’ e o lançamento da primeira publicação dedicada à obra e prática fílmica do cineasta do Porto.
A antestreia nacional de ‘Pátio do Carrasco’ abre, esta quinta-feira às 21h15, a retrospetiva ‘Alguma Luz na Escuridão’, numa sessão seguida de uma conversa entre André Gil Mata e a artista e programadora Rita Morais. Baseada no conto ‘Um Fratricídio’, de Franz Kafka, a curta-metragem teve estreia mundial em janeiro, no Festival de Roterdão.
No sábado, às 17h15, é apresentado ‘Cativeiro’ (2012). A primeira longa-metragem de Gil Mata, premiada no Festival de Cannes, acompanha a rotina da avó na casa onde esta nasceu, viveu e acabou por morrer. Entre o documentário e o filme-ensaio, este é um retrato narrado pelo realizador do espaço de afeto e intimidade familiares que sempre conheceu.
No mesmo dia, às 21h15, é exibido ‘Tri’ (1965), de Aleksandar Petrovi?, escolhido por André Gil Mata para integrar a sua retrospetiva. Nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, este foi o primeiro filme jugoslavo lançado nos EUA, em 1966, revelando-se uma obra sombria e poética que explora o absurdo e a bestialidade da guerra.
A sessão de domingo, às 17h15, inclui as quatro primeiras curtas-metragens do realizador: ‘Arca D’Água’ (2009), a estreia de Gil Mata na realização; ‘Casa’ (2011), um prelúdio que viria a dar origem a ‘Cativeiro’; ‘O Coveiro’ (2013), obra que revela o lado mais gótico e expressionista do realizador; e ‘Num Globo de Neve’ (2017), filmado em Sarajevo e o último filme da trilogia de obras dedicadas à avó do cineasta.
‘Como me Apaixonei por Eva Ras’ (2016) é apresentado na semana seguinte, no domingo, 19 de fevereiro, às 19h15. A longa acompanha Sena, de 70 anos, uma mulher solitária que vive na cabine de projeção de um antigo cinema em Sarajevo. Confinada aquele espaço, ocupa os dias a exibir cópias antigas do repertório jugoslavo protagonizadas por Eva Ras e outras atrizes da época.
A retrospetiva termina na quinta-feira, 23 de fevereiro, com ‘A Árvore’ (2018) numa sessão no Cinema Trindade, às 19h00. Estreado no Festival de Berlim, o filme reflete sobre a circularidade da vida e do mundo numa jornada de slow cinema captada em 16mm. Depois da sessão, será lançada a monografia dedicada à obra do cineasta, editada pelo Batalha Centro de Cinema.
Texto e foto: Porto. / Etc. e Tal