Em 2022, a ‘Porto Ambiente’ deu quatro voltas ao mundo a varrer as ruas da cidade, percorreu a distância entre o Porto e Valência na extirpação de vegetação e limpou metros quadrados de fachadas que equivalem a 1532 piscinas olímpicas ou 23 campos de futebol.
A assinalar cinco anos de atividade, a empresa municipal de gestão de resíduos urbanos e limpeza do espaço público mantém a constância da superação de indicadores.
Os números do crescimento foram apresentados na reunião de Executivo desta segunda-feira e mostram, ao longo do tempo, um aumento do volume de resíduos em recolha seletiva, com o último ano a evitar a emissão de 15 453 toneladas de CO2 equivalente.
Em cinco anos, houve, também, um decréscimo na quantidade de resíduos nos contentores para indiferenciados, conseguido graças a uma reorganização e aumento do número de ecopontos na cidade. Neste momento, a acessibilidade ao serviço de recolha seletiva supera os 85%.
Dados relativos a 2022 mostram que a taxa de reciclagem no Município do Porto foi de 42,2% (superando a meta de 31%), que a capitação de recolha seletiva chegou aos 80 kg/habitante e que a deposição em aterro se situava nos 0,55%.
Cerca de 2600 famílias já aderiram ao serviço de recolha porta-a-porta, contribuindo para uma taxa de separação de resíduos de 57% de entre as 830 toneladas recolhidas anualmente. Em ação há dois anos, o projeto Orgânico já chega a mais de 71 mil habitantes com 520 contentores de proximidade a permitir o depósito, todos os meses, de cerca de 90 toneladas de resíduos.
No campo dos indicadores financeiros, o Porto é a única entidade do universo LIPOR a apresentar plena cobertura de gasto e a que garante o melhor nível de acessibilidade económica aos seus utilizadores (dados Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos – ERSAR). Além disso, apresenta a tarifa de resíduos sólidos urbanos mais reduzida dos oito municípios que constituem que constituem a LIPOR: 6,29 euros. Dois anos após a formação, a empresa superava, pela primeira vez, os objetivos do Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU 2020), atingindo os 37,38%.
Durante três anos consecutivos, a ‘Porto Ambiente’ vem recebendo o ‘Selo de Qualidade de Gestão de Resíduos Urbanos’ da ERSAR, uma distinção das boas práticas das entidades gestoras.
A atividade da empresa conferiu-lhe, ainda, a certificação pela norma ISO 9001 – Sistemas de Gestão da Qualidade, entregue pela Associação Portuguesa de Certificação – Apcer, em 2021.
Ao longo dos anos, o número de processos de contraordenação instaurados vem diminuindo fruto, acredita a empresa municipal, de uma maior aposta em ações de sensibilização.
MAIS DE MIL E QUINHENTAS PISCINAS DE FACHADAS LIMPAS
Quando contabilizados os quilómetros percorridos em ações de varredura das ruas, em 2022 a Porto Ambiente deu quatro voltas ao mundo, que é o mesmo que dizer que foi a Nova Iorque 32 vezes, ou fez 172 385 quilómetros de limpeza.
Já os quilómetros em ações de extirpação de vegetação equivalem a uma viagem entre Porto e Valência, enquanto os metros quadrados de limpeza de fachadas são os mesmos de 23 campos de futebol ou 1532 piscinas olímpicas.
Para o futuro a curto prazo, a empresa assume a descarbonização como missão e vai apostar na renovação de camiões de recolha e no recurso a veículos elétricos para as ações de varredura.
Recorde-se que, desde o ano passado, a Porto Ambiente é a entidade responsável pela gestão do ‘Pacto do Porto para o Clima’, que junta mais de duas centenas de instituições – públicas e privadas – na missão de atingir a neutralidade carbónica até 2030.
Além disso, é também a empresa municipal que gere a participação da cidade na iniciativa ‘Cidades Inteligentes e com Impacto Neutro no Clima’, da Comissão Europeia.
Texto: Porto. / Etc. e Tal
Foto: Guilherme Costa Oliveira (Porto.)
29mar23