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Se vai viajar para o Egipto… cuidado!

Viajar para o Egito não é como o fazer para o Brasil, pela Europa, Américas ou CaraíbasViajei até Hurgada/ Egito, já com o pagamento de visto incluído da agencia de viagens. Ao chegar à policia alfandegaria, fui logo surpreendido ao ter que pagar outro visto. Vinte metros atrás estavam três ‘barrraquinhas tipo da feira’ com tipos não identificados, onde tive de ir pagar o referido visto, uns levavam 25 euros outros 28. Vamos lá nós entender isto.

 

 Vítor Lagarto

(texto e fotos)

 

Quando saí do aeroporto, e a pensar que estava tudo como combinado em relação ao meu transfere… não! Não estava! Tive de arranjar uma alternativa, porque os taxistas quase que andam a pancadaria à procura de turistas.

A minha alternativa foi mesmo um táxi que me custou qualquer coisa como 35 euros para um percurso de 10 a 15 minutos.

Comprei a ‘excursão’ de Hurgada para o Cairo e para Luxor … uma cidade que aconselho ser visitada. São cerca de 460 Km para o Cairo, qualquer coisa como sete horas de viagem, porque temos de parar em dezenas de postos de controle. Igualmente de Hurgada para Luxor.

Cada camioneta leva um segurança com uma metralhadora e as camionetas, miniBus e carros têm de ir tipo ‘comboio’, tendo de esperar uns pelos os outros nos postos de controle no meio do deserto, facto que é, por vezes, assustador.

Em qualquer lugar sofremos uma grande pressão, como que obrigados a dar dinheiro a tudo e todos. Posso dizer que gastei 50 euros, e conheci um casal português que gastou 100, só em gorjetas.

Mas, o pior foi quando regressei ao aeroporto para me vir embora. Para nele entrar tivemos todos de dar dinheiro, uns, dois euros, outros, três ou cinco… impressionante!

De acordo com uma pesquisa, 98% das mulheres estrangeiras que visitaram o Egito sofreram algum tipo de assédio. A ideia de que as mulheres ocidentais são ‘fáceis’, se comparadas às mulheres muçulmanas, não é justificativa, mas é o que pensam ao nos ver bebendo álcool, fumando, usando roupas decotadas (normais, para nós) ou transparentes. Deve evitar-se até ser simpático com os homens, pois pode ser interpretado como uma ‘abertura’. E não estou a falar do facto deles  tocarem quando conversam, ou falar de propostas, convites, além de olhares desconfortáveis.

Além disso, há uma espécie de  ‘fronteira’ com mudança de  cidade, já que há postos de controlo de segurança onde o guia falava em árabe – a única coisa que entendi era que ele especificava o número de pessoas no grupo e nossa nacionalidade. Imagino que os guardas não falem inglês.

Passámos pela imigração sem tropeços, o problema foi depois… Um senhor sem uniforme, sem crachá, e sem uma mesa ou algo que o fizesse parecer oficial, pediu os nossos passaportes e anotou dados em árabe num pedaço de papel, fazendo algumas perguntas. Fiquei muito incomodado e pedi sua identificação. Ele disse ser da polícia turística e apresentou um cartão magnético, que muito bem poderia ser original ou falso.

Não estava à espera disto, e como sabia da corrupção, e afins, por ali, assim como de histórias de outros lugares que prendem o passaporte para extorquir turistas, fiquei tenso. O senhor contratado pela agência e que nos acompanhava desde a área de segurança do aeroporto (algo impensável em outro país) não nos deu qualquer tipo de atenção –talvez por ser um país ditatorial, os guias parecem sempre portar-se com obediência servil.

Quando viu que nos queixávamos, ligou para o gerente da agência que acabou dizendo ser um procedimento normal, e que alguns sul-americanos são escolhidos para ser questionados, por causa de drogas. Graças a Deus fomos logo liberados. Mas que tal contar para os clientes que pode haver uma receção assim? Então, que tal senhores agentes de viagem?

 

06mar23

 

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