‘Parar a Guerra Dar uma Oportunidade à Paz’, foi o tema do debate que encheu a sala da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto esta terça-feira (07mar23).
Inês Inteiro Ursula Zangger
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Na mesa estavam Ilda Figueiredo, presidente da Direção do Conselho Português para a Paz e Cooperação (DN do CPPC); José Goulão, Jornalista e Rui Pereira, professor universitário. Juntos, tentaram mostrar os dois lados da moeda da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, trazendo o que alguns membros do público consideraram opiniões controversas.

A abertura do debate foi feita por Rui Pereira que leu um documento da autoria de Alexandr Dugin, cientista político russo, que, “apesar da crença de muitos, não é de todo aliado do Putin”, esclarece Rui antes de iniciar a leitura. Um testemunho que mostrava o lado de um moscovita que defende o país, revelando “a diferença entre o pensamento que paira na Europa, para o pensamento da Rússia”, dois lados completamente opostos, que se encontram em conflito há bem mais do que um ano, como afirmou o jornalista José Goulão.

É com um recuo na história, mais precisamente até 2014, passando pelos acordos de Minsk, que José Goulão inicia o seu discurso. Com duras críticas ao regime português e à NATO em geral, foi passada ao público uma opinião que muitos acharam controversa.

Sem escolher um lado, mas “tendo pena dos cidadãos ucranianos que estão a ser enganados com propaganda falsa”, Goulão não teve receio em dar a sua opinião, mantendo-se do lado do povo, enquanto teceu fortes críticas, juntamente com Ilda Figueiredo, aos meios de comunicação social.
“O mundo não é só o que se passa na televisão”, concluiu a diretora da DN do CPPC, já durante as perguntas de quatro participantes do público.
Paz, um dos assuntos mais falados de momento, foi mais uma vez um tema de debate, numa época tão incerta para todos.
08mar23







