Tal como teve lugar em várias outras capitais do país, a 6.ª Marcha pela Vida Independente Para Toda a Gente também decorreu na cidade do Porto, no sábado (13 de Maio), organizada por uma Comissão Promotora que reúne várias associações na defesa de Vida Independente e um Mundo sem barreiras.
José Lopes
(texto e fotos)
Foi assinalando, ainda e simultaneamente, o ‘Dia da Europa’, para exigir “melhores condições de vida para todas as pessoas com deficiência, porque a vida independente tem que ser para toda a gente”. Uma mensagem reclamada a várias vozes ao longo do percurso da Marcha que teve o seu inicio na Praça D. João I (Junto ao Rivoli), terminando em frente ao edifício da Câmara Municipal do Porto.
Esta iniciativa que se propôs marchar pelo direito à Vida Independente, pela dignidade e pelos direitos humanos, teve o apoio de várias associações que integraram a Comissão Promotora, tais como: Associação Centro de Vida Independente; Associação de Apoio a Doentes Depressivos e Bipolares; Associação de Deficientes das Forças Armadas, Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra; Associação do Porto de Paralisia Cerebral; Associação Nacional de Cuidadores Informais; Associação Portuguesa Voz do Autista; APPACDM Porto; CAVI APPACDM Évora; Coletivo Feminista As DEsaFiantes; Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral e Mithós Histórias Exemplares.
Após percorrerem a Rua de Santa Catarina até à Trindade, a Marcha com várias dezenas de participantes que se manifestaram na defesa de Vida Independente, terminou com uma concentração em frente à Câmara Municipal do Porto, para os vários intervenientes reafirmarem os objetivos da Marcha, nomeadamente: ‘Autonomia não é Regalia’; ‘Acessibilidade não é Caridade’; ‘País à deriva sem Escola Inclusiva’; ‘Eu quero entrar. À porta não quero ficar!’, ou ainda ‘A Assistência Sexual tem de ser Legal!’. Reivindicações que foram ouvidas nas ruas do Porto.
Como afirmou Ana Catarina Correia, delegada distrital do Porto da associação Centro de Vida Independente, que no final deu também voz ao manifesto da Marcha, reclamando “a efetiva e concreta implementação de políticas para a deficiência, num processo participado – que não de meros anúncios, estratégias e/ou programas – e que cumpra o principio de ‘Nada sobre nós sem Nós’”. Por isso, acrescentou Ana Catarina Correia, “continuamos a defender a materialização dos princípios constantes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Algo que deverá assumir como prioridades estratégicas.”
Do conjunto de 16 reivindicações enumeradas no Manifesto e com vista a corresponderem aos vários tipos de deficiência, destacam-se, “Implementar o direito a uma Vida Independente, garantindo uma efetiva autorrepresentação e autodeterminação”, ou “exigir a Reforma Antecipada das Pessoas com Deficiência aos 55 anos, para quem tenha 60% de incapacidade”, assim como, “realizar um estudo sociodemográfico da população com deficiência, já aprovado na Lei do Orçamento do Estado, como instrumento indispensável à implementação de políticas adequadas à realidade”.
Como afirma o Centro de Vida Independente, “a Vida Independente devolve a liberdade individual autodeterminação às pessoas com deficiência (direitos fundamentais da condição de ser humano), assim como a possibilidade de estas contribuírem para a sociedade na mesma proporção que as pessoas sem deficiência”.
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