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A maior exposição de ‘arte bruta’ da Península Ibérica, encontra-se no Museu Nacional Soares dos Reis, e convoca ao debate e reflexão sobre ‘saúde mental’

Cento e cinquenta obras de 99 artistas vão poder ser visitadas no Museu Nacional Soares dos Reis, naquela que será a maior exposição de arte bruta da Península Ibérica. Aberta ao público até 12 de novembro, ‘Portreto de La Animo Art Brut etc.’ convoca o debate e a reflexão sobre saúde mental.

Nas palavras do curador da exposição, António Saint Silvestre, “a arte bruta é um diamante que nunca foi talhado”. Teve expressão relevante em pessoas marginalizadas, como prisioneiros, pacientes com doença mental e sintomas psicóticos.

Inserida na programação ‘Arte&Saúde’, ‘Portreto de La Animo Art Brut etc.’ resulta do encontro entre as obras do acervo do MNSR e da coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, em São João da Madeira.

Muitas das 150 obras só foram encontradas após a morte dos seus criadores e representam uma produção artística que, considerava o artista francês Jean Dubuffet, não se enquadrava nos conceitos tradicionais artísticos, liberta dos cânones e das influências formativas.

No Porto, estarão expostas obras de Abraham Hadad, Aloïse Corbaz, Aurel Iselstöger, Guo Fengyi, Eugene Von Bruencheinhein ou do português Jaime Fernandes.

Para o diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, “importa colocar os museus a discutir a saúde mental”. António Ponte considera que o museu, enquanto espaço de discussão, deve “assumir um papel central na discussão da contemporaneidade”.

A par da exposição, está previsto um ciclo de conversas sobre arte na saúde mental e na reabilitação psicossocial, visitas guiadas e orientadas, assim como atividades com comunidades educativas e unidades de saúde.

 

Texto: Porto. / Etc. e Tal

Foto: Guilherme Costa Oliveira ( Porto.)

 

17jul23

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