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#MovRioDouro quer saber quais os impactos dos navios-hotel no rio Douro e é “manifestamente contra” a construção do Cais do Cavaco

Em comunicado dirigido à comunicação social, e “um mês após o encerramento do processo de consulta pública, que resultou em 128 participações”, o #MovRioDouro manifesta-se contra a obra do Cais do Cavaco e considera que a APDL e a Agência Portuguesa do Ambiente devem apresentar um estudo dos reais impactos dos navios-hotel no rio Douro.

De acordo com o referido comunicado, o “Movimento não compreende como é que em 2023, se planeia uma construção megalómana em cima do rio”. Depois do anúncio da APDL com “a previsão do aumento de tráfego de navios-hotel até às 37 embarcações em 2035”, #MovRioDouro “quer saber qual o ‘limite razoável’ para um rio que considera já estar sobrelotado com quase três dezenas de navios-hotel e centenas de embarcações de outros tipos”.

O #MovRioDouro -movimento de cidadania em defesa dos rios da bacia hidrográfica do Douro -, pede à Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana (APDL) e à Agência Portuguesa do Ambiente, que revelem qual o impacto dos navios-hotel no rio Douro. O movimento, que está “manifestamente contra” a construção da mega infraestrutura do Cais do Cavaco, em Vila Nova de Gaia, diz não compreender “como se pode sequer equacionar a construção de uma infraestrutura que possa aumentar ainda mais a presença destes navios no rio”.

OS USOS E ABUSOS QUE TÊM SIDO COMETIDOS NAS DUAS MARGENS DO DOURO

Uma das muitas ações do MovRioDouro (Arquivo)

“Há um conjunto de questões pertinentes e até urgentes sobre os usos e os abusos que têm sido cometidos nas duas margens do Douro. Aquilo que temos vindo a assistir nos últimos anos, talvez décadas, é o completo abandono do rio, leito e margens, pelas autoridades públicas responsáveis pela sua gestão, salvaguarda e preservação. É a perfeita demissão dos deveres do estado, central e local, perante a ofensiva dos interesses privados que tomaram para si o seu uso e benefício do rio e das suas margens”, enfatiza António Soares Luz, membro do #MovRioDouro.

Tendo sido uma das organizações a fazer uso da participação pública no processo que terminou a 14 de junho, o movimento questiona o “modelo de desenvolvimento do turismo que se baseia na exploração de um bem-comum para benefício de uma pequena minoria, e cujos benefícios para a sociedade por inteiro, e para as populações locais, em particular, assim como os impactos nefastos da navegação dos navios-hotel no Douro, nunca foram verdadeira e responsavelmente avaliados”.

AUSÊNCIA DE ESTUDOS DE IMPACTE AMBIENTAL

Para espanto do #MovRioDouro, “em paralelo ao processo da adaptação do cais não existem quaisquer estudos de impacte ambiental sobre o aumento do número de navios-hotel previsto. É inadmissível a privatização das margens e é intolerável que um património público possa ser alienado e possa estar ao serviço da atividade turística, que se dedica à exploração daquilo que é de todos nós”.

“Ademais”, continua, “questionamos a ausência de estudos de alternativas para localização e dimensões do terminal, nomeadamente que não se traduzam na construção de um edifício de enormes proporções sobre o leito do rio, e, portanto, com menor impacto no rio. Não haveria alternativas em que se pudessem reabilitar estruturas existentes?”, refere ainda o membro do movimento.

 

Foto em destaque: Cais do cavaco (VN Gaia)

 

Texto: Etc. e Tal / #MovRioDouro

Fotos: pesquisa web /#MovRioDouro

 

14jul23

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