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Novo Parque da Alameda de Cartes (em Campanhã) mais perto de se tornar uma realidade

As obras de construção do novo Parque da Alameda de Cartes começaram esta segunda-feira, devendo ficar prontas no prazo de 12 meses. No futuro, será um corredor saudável de Campanhã, que conectará vários pontos estratégicos, respondendo aos apelos da comunidade e conciliando ambiente e ecologia.

O espaço verde contará com uma área de cerca de 40 mil m2 e vai promover a ligação a pontos estratégicos do território, nomeadamente aos bairros do Falcão, do Cerco e do Lagarteiro, bem como à Horta da Oliveira, ao Campo Municipal de Campanhã, à Piscina Municipal de Cartes e ao Parque Oriental da Cidade.

Como principais objetivos desta intervenção, destacam-se a materialização de um parque verde de acesso público, multifuncional e inclusivo, capaz de melhorar a qualidade de vida das populações locais, assim como o desenvolvimento de uma rede para otimização da circulação pedonal e promotora de uma mobilidade suave, da preservação da natureza e da promoção de dinâmicas ecológicas.

PRAÇA/JARDIM À ENTRADA DA RUA DO FALCÃO

Serão cerca de 1,5 quilómetros de novos caminhos para circulação pedonal, que proporcionarão o acesso às áreas do parque destinadas ao recreio ativo, prática de atividade física e promoção da biodiversidade, como clareiras, zonas de estadia, receção, prados e jardins, além do acesso aos vários pontos-chave do território, como à Avenida Artur de Andrade e às ruas do Falcão, de Emílio Biel e do Monte de Campanhã.

O projeto prevê ainda a criação de uma praça/jardim de entrada na Rua do Falcão, onde está também previsto o alargamento dos passeios e zonas de estadia, junto à Escola Básica do Falcão. A memória da antiga Quinta do Falcão será preservada, através da manutenção e recuperação dos fragmentos estruturais das ruínas da casa rural, que passarão a rodear um novo espaço pavimentado no parque.

Em termos ambientais, o projeto assenta em soluções de base natural, através da plantação das árvores em núcleos de vegetação de espécies autóctones, o que ajudará a mitigar as temperaturas no verão e tornará o território mais resiliente às alterações climáticas.

INVESTIMENTO MUNICIPAL DE 2,2 MILHÕES DE EUROS

A empreitada resulta de um projeto amplamente participado e inclusivo, no qual as populações das zonas abrangidas tiveram um papel fundamental para identificar as necessidades. Numa fase inicial, a Câmara do Porto constituiu um grupo de trabalho neste contexto, incluindo a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) e a Universidade de Coimbra (UC), a ‘Give U Design and Art’ (GUDA), o Centro de Estudos Sociais (CES) e a Domus Social.

Em fase posterior, o desenvolvimento do projeto para o parque foi gerido e coordenado pela GO Porto e envolveu o Departamento Municipal de Planeamento e Gestão Ambiental, a Domus Social, o CIBIO e o Departamento de Arquitetura da UC, além do desenvolvimento dos projetos de especialidades pelo gabinete de projetos da Sociedade de Prestação de Serviços de Engenharia Civil, S.A – SOPSEC.

A cargo da GO Porto – empresa municipal de Gestão e Obras do Porto, a intervenção corresponde a um investimento municipal na ordem dos 2,2 milhões de euros. De realçar que o projeto é desenvolvido no âmbito do URBiNAT (Urban Innovative & Inclusive Nature – Healthy Corridors as drivers of social housing neighbourhoods for the co-creation of social, environmental and marketable NBS) e conta com o financiamento europeu do programa ‘Horizonte 2020’.

 

Texto e foto: Porto. / Etc. e Tal

 

05jul23

 

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