Centenas de pessoas reuniram-se na Calçada das Carquejeiras no terceiro domingo do mês de junho, prestando assim uma homenagem a estas mulheres de um “passado-presente”. Organizado pela Associação Homenagem às Carquejeiras do Porto, e contando também com o apoio do nosso jornal,, a subida da calçada, que regista um declive de 22 por cento e 220 metros de comprimento, foi atrasada devido ao rebentamento de uma conduta de água na estrada marginal do Douro, segundo apurou o “Etc e Tal” através dos presentes. O percurso realizou-se, mesmo assim, com êxito, isto entre a parte inferior do Funicular dos Guindais e as Alameda das Fontainhas.

Nesta calçada centenas de mulheres sofreram. Transportavam a carqueja que ia aquecer muitas das casas dos mais ricos, e garantiam comida na boca dos mais próximos. Num período em que Portugal estava em mudanças politicas, em simultâneo, havia dor nesta calçada, traiçoeira e desafiante. Um drama, segundo a associação, “silencioso e silenciado” que faz parte da história portuense entre a segunda metade do séc. XIX e a década de 60 do século seguinte.
Angariar fundos é o próximo objetivo
A Associação tem vindo a realizar múltiplos movimentos que têm como fim a angariação de fundos (80 000 €) para a construção de uma estátua, em bronze, em homenagem a estas mulheres. De momento a estátua ainda está por criar, contudo existe uma pequena maqueta que representa o desejo desta associação.

Mostrar ao mundo as carquejeiras
Para tornar mais realista a subida da calçada das carquejeiras, e “entrar no espírito”, a Associação Homenagens às Carquejeiras do Porto recriou a “personagem” carquejeira com a ajuda de uma corajosa figurante.




Para saber mais sobre as carquejeiras, leia um artigo publicado no ETC e Tal referente ao assunto clicando aqui
Texto e fotos: Pedro Nuno Silva
Fontes: Associação Homenagem às Carquejeiras do Porto, JN e Maximina Girão Ribeiro
01jul15





